28 de agosto de 2014
31 de julho de 2014
História da Dança de Salão, quem pode pesquisar
A motivação para esta postagem veio do momento em que ouvi a descrição de que uma bacharel em História criticara um livro sobre Dança de Salão, dedicado a contar sua história. O foco da crítica seria o fato de que o autor do livro, um escritor brasileiro, não seria graduado em História. Inicialmente lembremos que, merecendo críticas ou não a citada obra, não conhecemos nenhum livro brasileiro dedicado à história da Dança de Salão escrito por um bacharel em História. Vê-se, portanto, um vazio que se prolonga ao longo de anos em que faculdades e mais faculdades de Bacharelado em História são abertas pelo território nacional, juntamente com suas pós-graduações.
Isto faz pensar e desejar colocar alguns pontos sobre como funciona a pesquisa científica.
Primeiramente, é fundamental assimilar o fato de que não existem exigências legais, técnicas ou éticas para que determinado pesquisador seja formado na graduação tal ou qual para realizar uma pesquisa sobre a história no âmbito da Dança de Salão. Exige-se sim, que o resultado da pesquisa, o texto científico a ser publicado com suas revisões de literatura, metodologias, resultados, análises e/ou conclusões, seja aprovado por árbitros de um periódico incluído em indexadores científicos. Quanto à produção de livros, aí está uma boa razão para que sejam publicados de forma arbitrada. Frisemos, não são poucos os exemplos de pesquisadores que trouxeram contribuições para área da medicina e não são médicos, para área da biologia e não são biólogos, para área da história e não são bacharéis em História. A Dança de Salão tem sua história sendo escrita por profissionais das mais variadas áreas, incluindo, jornalismo, direito, educação física, informática, biologia entre outras. Gente que tem dedicado seu precioso tempo de vida para isto e merece algum respeito, especialmente por parte de quem se mantem alheio a este processo.
Quanto à Dança de Salão especificamente, precisamos notar que alguns historiadores chegaram a atrapalhar a produção e proliferação do conhecimento histórico confiável, o que se pode notar facilmente pelo caso "Cassino Fluminense". Para quem não lembra, Wanderley Pinho publicou em seu livro "Salões e Damas do Segundo Reinado", no ano de 1942, uma figura do salão de danças carioca "Cassino Fluminense" que de fato se trata de uma imagem do atual Museu Histórico Nacional do Chile. Saiba mais aqui: ‘Um baile no Cassino’ x ‘Un baile en la Casa de Gobierno’: indícios de uma fraude. O fato é que este erro foi reproduzido por historiadores e bacharéis em História, em livros e trabalhos acadêmicos produzidos dentro de universidades, sem ser descoberto por quase um século. E quem descobriu o erro grosseiro (veja as imagens), foi um profissional formado em Ciências Biológicas, curso originalmente denominado "História Natural". Por sinal, quem soube contar de forma consistente a história de surgimento de nossa espécie não foi um historiador, nem um bacharel em História. Se historiadores e bacharéis em História tivessem conhecimento sobre as características do salão de danças do Cassino Fluminense este erro não teria ocorrido e menos ainda seria reproduzido por tantas décadas. Isto justifica que verdadeiros estudiosos sobre a Dança de Salão, independente de suas formações, pesquisem e publiquem sobre sua história.
Seja como for, no que tange à pesquisa científica, todos que forem capazes de redigir propostas consistentes que incluam métodos válidos e resultados significativos são bem vindos. E quem julga isto são somente os conselhos editoriais dos periódicos científicos.
Como é a natureza do processo científico, aprimoramentos existem e todos são bem vindos também para ajustar a construção deste conhecimento. Para isto é preciso participar trabalhando e não apenas criticando. A colaboração de bacharéis em História é desejável, e possivelmente necessária neste contexto da Dança de Salão. O convite está aí para que aconteça efetivamente.
Por fim, é prudente refletir sobre o fato de que é muito comum um improdutivo criticar quem está fazendo algo de fato. Difícil é que produza algo útil e confiável.
28 de julho de 2014
História da Dança de Salão no Brasil, Maranhão do século XIX
Novo artigo é publicado este mês.
Agora, trazendo resultados da pesquisa em periódicos produzidos no Maranhão do século XIX.
Saiba mais:
História da Dança de Salão no Brasil, Maranhão do século XIX. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 194. Julho, 2014.
História da Dança de Salão no Brasil: Pernambuco do século XIX. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 192. Abril, 2014.
História da Dança de Salão no Brasil: Curitiba e Paraná do século XIX. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 188. Janeiro, 2014.
História da Dança de Salão no Brasil: mestres no Rio de Janeiro do século XIX. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 187. Dezembro, 2013.
História da Dança de Salão no Brasil do século XIX e os irmãos Lacombe. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 186. Novembro, 2013.
História da Dança de Salão no Brasil: São Paulo, SP do século XIX. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 185. Outubro, 2013.
História da Dança de Salão no Brasil: século XVIII e alguns antecedentes. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 184. Setembro, 2013.
‘Um baile no Cassino’ x ‘Un baile en la Casa de Gobierno’:indícios de uma fraude. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 173. Outubro, 2012.
26 de julho de 2014
Zouk e o peso nocivo da condução
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| Imagem radiológica revelando redução de espaços intervertebrais devido às hérnias de disco. |
Esta semana li em uma rede social, por sugestão da amiga Leila Vieira Cruz, a denúncia de uma dançarina de Zouk, Luciana Lua, acusando a brutalidade de seu parceiro de tê-la levado a uma hérnia de disco cervical. A imagem que ilustra esta postagem é de um dos meus exames médicos, publico aqui inspirada por esta denúncia de Luciana Lua que usou o mesmo recurso.
Lendo esta denúncia, foi inevitável lembrar de um dia em que eu estava toda de branco, feliz e inteira quando saí de casa. E veio só uma dança, uma única dança. Eu não imaginava suas consequências. Tudo estava maravilhoso, até que o cavalheiro me colocou em um chicote e... antes que eu o finalizasse, me puxou pelo braço com tal força que não consegui segurar a cabeça... ouvi o som do disco intervertebral rompendo e veio a dor, que seria minha nova companheira de vida. Este cavalheiro não desejava de forma alguma ferir uma dama, não era meu parceiro nem professor. Mas, seja como for, a partir desta dança, eu carregaria todos os dias, só para começar, a dor de uma hérnia de disco cervical.
Levei algum tempo para entender o estrago e procurar ajuda. Daniele Miranda, fisioterapeuta competentíssima, amiga de longa data, fez o primeiro alerta e me orientou nas primeiras providências, já que meu pescoço havia enrijecido inviabilizando movimentos. Indicou-me o Doutor Afonso Klein Junior, ortopedista com quem me trato até hoje. Quando ele viu minha ressonância, perguntou se eu havia sofrido um acidente automobilístico com colisão traseira, já que a lesão era compatível com este tipo de situação. Informou que minha coluna parecia "moída", equivalente à coluna lesionada de uma senhora de 90 anos e com esta consciência eu deveria passar a me cuidar. Até hoje tenho limitações em consequência daquela dança. E não parou em uma hérnia, sou portadora de uma deficiência física, motora, que impede a escrita manual, o que se desenvolveu após este acidente no Zouk. Este evento teria despertado um comprometimento neurológico que poderia nunca ter se manifestado. Também carrego mais duas hérnias de disco lombares que não tenho como precisar quando aconteceram, mas, a suspeita mais provável é de terem sido construídas ao longo de alguns anos de Zouk.
O fato é que éramos todos muito jovens e as informações que existem hoje, ao alcance de todos, sobre os perigos do Zouk, talvez não passassem nem de suspeitas de alguns chatos, desmancha prazeres. Nesta época, final da década de noventa, convivi com cavalheiros cuidadosos, no momento me ocorrem os nomes de Carlinhos Moro e Nil Ramos. Existiam também os outros que, entorpecidos pela dança apaixonante, perdiam o controle. E existiam os brutais, geralmente arrogantes com egos descompensados.
Em 2005 publiquei meu depoimento sobre o Zouk e minha hérnia de disco cervical com suas consequências, no livro "Dança de salão, a caminho da licenciatura". Ouvi críticas. O tempo passou. Em 2007, os pesquisadores da área da fisioterapia Leonardo Santos Mósca e Fábio Sprada de Menezes publicaram na revista Pergamum, da Udesc, o artigo científico "Incidência de lombalgia em praticantes de Zouk (lambada) do sexo feminino do sul do Brasil". Izabela Lucchese Gavioli publicou na Revista Dança em Pauta em 2010, o artigo "Cuidados com a coluna na dança de salão" e em 2013 foi mais enfática, não deixou margem para nenhuma dúvida no artigo: "Zouk, cambre e a dor na coluna". Ela ouviu críticas. Com os três últimos textos citados, saímos do campo dos "depoimentos" e passamos ao universo da análise de fatos concretos, dos registros técnicos produzidos por profissionais da área da fisioterapia e uma médica com experiência tanto em dança quanto em medicina do esporte.
Infelizmente, no Brasil, existem vários tipos de analfabetismo, desde aquele em que as letras não são compreendidas, passando por aquele em que se compreendem letras e não conteúdos, aquele em que se entendem letras e conteúdos mas a assimilação não acontece, seja pela razão que for e, por fim, aquele em que o indivíduo sabe ler, mas, simplesmente não sabe a importância de fazê-lo. Hoje, diferente de cerca de uma década para trás, existe informação ao acesso fácil, para quem quiser e souber ler. Professores e treinadores tem a obrigação de buscar informação e se apropriar dela. Cada dia que passa é menos justificável que alguém se machuque em um salão de dança, ou em um palco, por desconhecer riscos. Mas, os fatos, são estes como do depoimento cuja leitura foi indicada por Leila Vieira Cruz, damas lesionadas no Zouk.
O tempo também nos ensina que a condução leve é mais segura. O cavalheiro que aplica o mínimo de força para comunicar, faz a dama sentir que realiza movimentos de forma tão suave que nem parecem conduzidos. Uma condução leve permite que a dama se proteja de movimentos perigosos para ela. Uma condução pesada, bruta, muitas vezes, é sentença de lesão. O cavalheiro que pratica condução mais pesada que o necessário precisa ouvir "não" ao tirar uma dama para dançar.
Fiquei anos sem dançar Zouk, mas, recentemente me arrisquei novamente, sem a liberdade de movimentos que tinha, mas, com aquele desejo de sentir o prazer inigualável desta dança. Após dançar tango com José Luis da Silva, e sentir a condução agradavelmente leve, senti segurança e me permiti experimentar o Zouk. Por fim agradeço a este cavalheiro que me oportunizou viver novamente o prazer do Zouk com a leveza necessária para que eu sentisse confiança.
Se algum conselho pode valer qualquer coisa, digo a dançarinas e dançarinos, antes de se entregarem aos riscos nocivos do Zouk, leiam, estudem, entendam ao que estão se expondo, se preparem, avaliem se o Zouk pode ser prejudicial para seu corpo. Cavalheiros, assimilem que o Zouk pode ser uma arma e o gatilho é a condução pesada, bruta, despreparada ou errada. Damas, não se submetam a cavalheiros brutos, arrogantes, ignorantes, inexperientes ou com conduções mais pesadas que o necessário, digam "não". É bom lembrar que precisaremos levar nossos corpos conosco até o fim, então, a sabedoria está em preservá-los de todas as formas possíveis.
6 de maio de 2014
História da Dança de Salão no Brasil, Pernambuco do século XIX
Seguindo a série de publicações sobre a História da Dança de Salão no Brasil, esta semana foi publicado o artigo "História da Dança de Salão no Brasil: Pernambuco do século XIX".
Esta série vem trazendo publicações resultantes de pesquisas em centenas de periódicos brasileiros do século XIX. Já são 6 (seis) artigos publicados que, em seu conjunto, começam a revelar detalhes incríveis desta história pelo variado território brasileiro, nos permitindo imaginar com mais propriedade o que foi a Dança de Salão no século XIX brasileiro.
Quem se interessa pelo tema pode conferir os artigos da série em seus links:
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| Fonte: http://www.efdeportes.com/efd192/historia-da-danca-pernambuco-seculo-xix.htm |
Quem se interessa pelo tema pode conferir os artigos da série em seus links:
- História da Dança de Salão no Brasil: Pernambuco do século XIX. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 192. Abril, 2014.
- História da Dança de Salão no Brasil: Curitiba e Paraná do século XIX. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 188. Janeiro, 2014.
- História da Dança de Salão no Brasil: mestres no Rio de Janeiro do século XIX. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 187. Dezembro, 2013.
- História da Dança de Salão no Brasil do século XIX e os irmãos Lacombe. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 186. Novembro, 2013.
- História da Dança de Salão no Brasil: São Paulo, SP do século XIX. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 185. Outubro, 2013.
- História da Dança de Salão no Brasil: século XVIII e alguns antecedentes. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 184. Setembro, 2013.
- ‘Um baile no Cassino’ x ‘Un baile en la Casa de Gobierno’:indícios de uma fraude. Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), v. 173. Outubro, 2012.
8 de abril de 2014
Etiqueta para Dança de Salão
Está previsto, para breve, o lançamento de mais um livro da autoria de Maristela Zamoner, intitulado "Etiqueta para Dança de Salão", pela Editora Protexto.
O livro agrega exemplos variados, sugestões de conduta e uma diversidade de discussões sobre comportamento nos mais variados ambientes que envolvem a temática da Dança de Salão, desde os salões propriamente ditos até, por exemplo, escolas e ambientes virtuais.
Resultado de pesquisa, observação e análise ao longo de anos, está voltado para o público que pratica Dança de Salão e deseja participar do processo de consolidação da convivência agradável, produtiva e civilizada desta arte.
Conheça outras publicações da autora aqui.
O livro agrega exemplos variados, sugestões de conduta e uma diversidade de discussões sobre comportamento nos mais variados ambientes que envolvem a temática da Dança de Salão, desde os salões propriamente ditos até, por exemplo, escolas e ambientes virtuais.
Resultado de pesquisa, observação e análise ao longo de anos, está voltado para o público que pratica Dança de Salão e deseja participar do processo de consolidação da convivência agradável, produtiva e civilizada desta arte.
Conheça outras publicações da autora aqui.
14 de janeiro de 2014
História da Dança de Salão no Paraná do século XIX
Você sabia que:
Saiba mais em: História da Dança de Salão no Brasil: Curitiba e Paraná do século XIX
- Já havia ensino de dança em Curitiba no século XIX?
- Neste século XIX, mais precisamente em 1890, Ernesto Schimidt anunciava aulas de dança no periódico "A República"?
- Entre 1882 e 1895 o Colégio São José ofertou aulas de dança a seus alunos do ensino formal?
- O Paraná tornou-se uma província independente de São Paulo em 1853 e no ano seguinte o surgimento da sociedade de dança Harmonia iniciava o legado das associações de dança?
- Em 02 de junho de 1880 ocorreu o que provavelmente foi o baile mais importante do século XIX para Curitiba, oferecido ao Imperador no Museu Paranaense?
Saiba mais em: História da Dança de Salão no Brasil: Curitiba e Paraná do século XIX
16 de dezembro de 2013
iDance, O BAILE
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| Fonte: http://1.bp.blogspot.com; http://blogs.mundolivrefm.com.br |
A sede atualmente mais conhecida teve o começo de sua edificação em 1886, passando por diversas reformas no início do século XX. Hoje, está integrado ao Clube Curitibano, que por sua vez, originou-se em 1881, tendo entre seus fundadores o Barão do Serro Azul.
No ano anterior, em 2 de junho de 1880, ocorria um dos eventos mais importantes para a história da Dança de Salão do século XIX curitibano, ofereceu-se ao Imperador D. Pedro II um grande baile, nos salões do Museu Paranaense.
Este museu, que também passou por diversas mudanças de nomes e fragmentações técnicas, desde sua inauguração no ano de 1876, já promovia, além dos movimentos de cunho cultural envolvendo, entre outros, a exposição de seu acervo, muitos eventos sociais, incluindo bailes importantes, que começaram a ser promovidos já dois dias após a sua fundação.
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| Sede do Clube Concórdia, depredada em 1942 (Arquivo/ Clube Concórdia) Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br |
No século XIX Curitiba já vivia intensamente as Danças de Baile e a primeira Dança de Salão, a Valsa, tipicamente praticada pela cultura alemã que caracterizava fortemente a localidade. Neste século, XIX, a cidade vivia a prática e até o ensino destas danças, em algumas escolas de ensino regular, os "collegios", em dezenas de sociedades de dança que começaram a surgir a partir de 1854 e até mesmo de forma independente, o que se confirma por anúncios de ofertas de aulas em periódicos da época.
Muito em breve teremos publicações inéditas com detalhes específicos, datas e nomes a cerca da história que a Dança de Salão trilhou no Paraná do século XIX, informações que ainda não constam na literatura atual.
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| Baile do dia 14 de dezembro de 2013 - iDance Clube Concórdia de Curitiba |
Foi a escolha de Sandra Ruthes e Guilherme Rolim, que no último dia 14 de dezembro abriram o salão histórico do Clube Concórdia para mais um baile inesquecível. Já na entrada fomos recebidos pelos sorrisos de Sandra Ruthes que iluminavam a ornamentação detalhada que o imóvel ostenta do piso ao teto. Como nos tempos áureos do salão, fomos recepcionados pela anfitriã, um cuidado raro na atualidade.
E o baile transcorreu na maior harmonia, permeado pela grandiosidade histórica do Concórdia e assertividade dos anfitriões.
Ainda tivemos o privilégio da companhia ímpar, na mesa, de dois casais que também trazem consigo histórias sólidas de vida, Vania Andreassi e Luiz Gustavo Cobellache, proprietários do Todo Tango Studio e a professora e médica, doutora Elaine de Markondes, proprietária do Núcleo do Corpo DeMarkondes Pilates e seu esposo, o professor odontólogo Jose Stechman Neto. A noite não poderia transcorrer de forma mais agradável, nem presenteada por conversas mais nobres.
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| Sandra Ruthes, a anfitriã que fez cada convidado se sentir especial |
Mas, sem dúvida o destaque ficou com a apresentação dos alunos de dança da iDance (Clube Curitibano e Danza Mais) que entraram no salão cantando, sem mais nenhum outro som que não fosse o de suas vozes. A ideia genial foi de Renato Zóia, um dos sócios da iDance. Um momento impressionante, uma surpresa deliciosa que denota alto nível de sensibilidade por parte da organização. Somente uma excelente escola de Dança de Salão poderia trazer um número assim para o deleite de convidados cujos valores são diferenciados.
Agradecemos imensamente o convite, parabenizando Sandra Ruthes e Guilherme Rolim pela escolha do salão, pela organização, pelo cuidado com os detalhes e por todo bom gosto revelado a cada convidado, desde a entrada, até a saída, quando recebemos um mimo, também como se fazia em séculos passados.
Foi um baile como não via há muito tempo, um convite a história, uma lição de organização, sensibilidade, competência e bom gosto, deslumbrante...
15 de dezembro de 2013
Todo Tango Studio, Templo de Saberes
Vivemos um tempo curioso. Vejo que hoje é muito mais fácil se obter um título do que conhecimento de fato, e que os caminhos para um e para outro, parecem cada vez mais apartados. O título, deveria sempre ser consequência de conhecimento adquirido. Não é. Não faltam em nossa sociedade titulados desprovidos de conhecimento e sábios sem títulos. Sem falar naqueles que não obtiveram nem conhecimento, nem título. Raros são os titulados com conhecimento e estes, muito frequentemente, não se enquadram na academia.
Um bom exemplo, bem próximo, que revela esta realidade, é dado pela vida de David Antonio da Silva Carneiro, seu conhecimento sobre a história do Paraná e o papel lamentável da academia. O que deveria ser um Templo de Saber, mostrou-se apenas como uma casa de ignorância institucionalizada, sob a égide da arrogância que não passa de uma auto defesa típica da consciência sobre a própria limitação.
Mas, o passar dos anos seleciona o que de fato é consistente. O tempo não parece perdoar tais pequenezas, cedo ou tarde, fazendo justiça.
Precisaríamos aprender com a história, aguçar a inteligência e abrir os olhos para o conhecimento, cuidando com o deslumbre sobre suas pretensas, superficiais, fugazes e funestas etiquetas.
No último dia 11 de dezembro uma oportunidade de saber se abriu para quem tem a humildade e a honesta vontade de aproximar-se do conhecimento sobre a História do Tango. Vania Andreassi proferiu uma palesta no salão do Todo Tango Studio, que emociona quem é ávido por saber mais. Professora, que não se restringiu a obtenção de um único título na vida e detentora de uma caminhada de muita pesquisa, Vania mostrou com a naturalidade dos amantes do conhecimento, que seu saber é tridimensional. Não é como quem se apossa uni ou bidimensionalmente depois de ouvir algo aqui, copiar aquilo ali, usurpar tal lá, participar de acolás e ao final vender-se como grande fonte capaz de esclarecer mitos e difundir as verdades plagiadas como se fossem descobertas próprias.
Não conheço quem tenha tido uma história mais profunda com o Tango, uma personalidade que vive mais intensamente, desde os pés e corpo que dançam Tango até a mente que sabe Tango.
A palestra permitiu a quem entendesse sua importância, compreender o que é o Tango, que danças o antecederam, que contextos históricos e étnicos o compuseram, que trajetória musical transcorreu e até preciosidades como a razão pela qual ali se toca esta e aquela orquestra e não fulano, a razão pela qual se busca o abraço, se faz o passo fechado e não aberto, não se usa gancho nesta e naquela situação e tantas outras fundamentações.
Parabéns Vania, pela sua história, pelo conhecimento que você transpira, pelo brilho nos seus olhos, pelo presente valiosíssimo que você dá à Curitiba e, querendo ou não, ao que oportuniza a todos os amantes da Dança de Salão. O seu trabalho, a sua história e a sua luz de paixão transparente pelo Tango me emocionam. Por fim, obrigada por nos abrir suas portas sem intenções além da dança em si e nos permitir participar de um pedaço da sua encantadora e consistente caminhada.
Um bom exemplo, bem próximo, que revela esta realidade, é dado pela vida de David Antonio da Silva Carneiro, seu conhecimento sobre a história do Paraná e o papel lamentável da academia. O que deveria ser um Templo de Saber, mostrou-se apenas como uma casa de ignorância institucionalizada, sob a égide da arrogância que não passa de uma auto defesa típica da consciência sobre a própria limitação.
Mas, o passar dos anos seleciona o que de fato é consistente. O tempo não parece perdoar tais pequenezas, cedo ou tarde, fazendo justiça.
Precisaríamos aprender com a história, aguçar a inteligência e abrir os olhos para o conhecimento, cuidando com o deslumbre sobre suas pretensas, superficiais, fugazes e funestas etiquetas.
No último dia 11 de dezembro uma oportunidade de saber se abriu para quem tem a humildade e a honesta vontade de aproximar-se do conhecimento sobre a História do Tango. Vania Andreassi proferiu uma palesta no salão do Todo Tango Studio, que emociona quem é ávido por saber mais. Professora, que não se restringiu a obtenção de um único título na vida e detentora de uma caminhada de muita pesquisa, Vania mostrou com a naturalidade dos amantes do conhecimento, que seu saber é tridimensional. Não é como quem se apossa uni ou bidimensionalmente depois de ouvir algo aqui, copiar aquilo ali, usurpar tal lá, participar de acolás e ao final vender-se como grande fonte capaz de esclarecer mitos e difundir as verdades plagiadas como se fossem descobertas próprias. Não conheço quem tenha tido uma história mais profunda com o Tango, uma personalidade que vive mais intensamente, desde os pés e corpo que dançam Tango até a mente que sabe Tango.
A palestra permitiu a quem entendesse sua importância, compreender o que é o Tango, que danças o antecederam, que contextos históricos e étnicos o compuseram, que trajetória musical transcorreu e até preciosidades como a razão pela qual ali se toca esta e aquela orquestra e não fulano, a razão pela qual se busca o abraço, se faz o passo fechado e não aberto, não se usa gancho nesta e naquela situação e tantas outras fundamentações.
Parabéns Vania, pela sua história, pelo conhecimento que você transpira, pelo brilho nos seus olhos, pelo presente valiosíssimo que você dá à Curitiba e, querendo ou não, ao que oportuniza a todos os amantes da Dança de Salão. O seu trabalho, a sua história e a sua luz de paixão transparente pelo Tango me emocionam. Por fim, obrigada por nos abrir suas portas sem intenções além da dança em si e nos permitir participar de um pedaço da sua encantadora e consistente caminhada.
19 de novembro de 2013
G2 Cia de Dança (Teatro Guaíra) conta com Jomar Mesquita como coreógrafo
Esta semana o G2 Cia de Dança (grupo do Teatro Guaíra) traz para o Guairinha o espetáculo "Atrasos do Acaso", em cartaz do dia 21 ao dia 24 de novembro.
O que chama a atenção, particularmente, é que os coreógrafos foram Jomar Mesquita (Mimulus - Minas Gerais) e Rodrigo Castro.
A Agência de Notícias do Paraná lembra que Jomar Mesquita é "Professor, coreógrafo, bailarino e diretor da Mimulus Escola de Dança desde 1990, e da Associação Cultural Mimulus desde 2000 (Belo Horizonte - Minas Gerais), onde desenvolveu uma linguagem própria e inovadora com a dança. Suas produções junto à Mimulus receberam inúmeras premiações e reconhecimento da crítica especializada. No Brasil seu trabalho já foi apresentado em mais de 80 cidades. No exterior foram inúmeras turnês em países como Estados Unidos, Canadá, França, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Finlândia, Portugal, Itália, Argentina, Venezuela, Chile. Jomar já coreografou para a São Paulo Companhia de Dança, Balé Teatro Castro Alves, Bolshoi do Brasil, Sociedade Masculina, Companhia de Dança de Minas Gerais e Grupo Galpão, entre outras".
Como não poderia deixar de ser, o espetáculo promete, trazendo ao palco a inspiração da Dança de Salão sob o brilhantismo já provado de Jomar Mesquita.
Ingressos a R$ 10,00:
Loja Disk Ingressos Shopping Palladium:
Horario: Segunda-Feira a Sexta-Feira: 11h às 23h
Sábado: 10h às 22h
Domingo: 14h às 20h
Quiosque Shopping Estação
Horário: Segunda- feira a sábado: 10h às 22h
Domingo: 14h às 20h
Quiosque Shopping Mueller
Horário: Segunda- feira a sábado: 10h às 22h
Domingo: 14h às 20h
Call Center Disk Ingressos Receba em casa:
(41) 3315-0808
Horário: Segunda- feira a sábado: 9h às 21h
Domingo: 9h às 18h
Bilheteria Teatro Guaira Rua XV de Novembro 971 41 3304-7900 / 3304-7999
INTERNET: Diskingressos
O que chama a atenção, particularmente, é que os coreógrafos foram Jomar Mesquita (Mimulus - Minas Gerais) e Rodrigo Castro.
A Agência de Notícias do Paraná lembra que Jomar Mesquita é "Professor, coreógrafo, bailarino e diretor da Mimulus Escola de Dança desde 1990, e da Associação Cultural Mimulus desde 2000 (Belo Horizonte - Minas Gerais), onde desenvolveu uma linguagem própria e inovadora com a dança. Suas produções junto à Mimulus receberam inúmeras premiações e reconhecimento da crítica especializada. No Brasil seu trabalho já foi apresentado em mais de 80 cidades. No exterior foram inúmeras turnês em países como Estados Unidos, Canadá, França, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Finlândia, Portugal, Itália, Argentina, Venezuela, Chile. Jomar já coreografou para a São Paulo Companhia de Dança, Balé Teatro Castro Alves, Bolshoi do Brasil, Sociedade Masculina, Companhia de Dança de Minas Gerais e Grupo Galpão, entre outras".
Como não poderia deixar de ser, o espetáculo promete, trazendo ao palco a inspiração da Dança de Salão sob o brilhantismo já provado de Jomar Mesquita.
Ingressos a R$ 10,00:
Loja Disk Ingressos Shopping Palladium:
Horario: Segunda-Feira a Sexta-Feira: 11h às 23h
Sábado: 10h às 22h
Domingo: 14h às 20h
Quiosque Shopping Estação
Horário: Segunda- feira a sábado: 10h às 22h
Domingo: 14h às 20h
Quiosque Shopping Mueller
Horário: Segunda- feira a sábado: 10h às 22h
Domingo: 14h às 20h
Call Center Disk Ingressos Receba em casa:
(41) 3315-0808
Horário: Segunda- feira a sábado: 9h às 21h
Domingo: 9h às 18h
Bilheteria Teatro Guaira Rua XV de Novembro 971 41 3304-7900 / 3304-7999
INTERNET: Diskingressos
14 de novembro de 2013
Café Dançante Piegel, olhos que brilham!
Desde
2007 o Café Dançante Piegel oferece, especialmente às mulheres da cidade de
Curitiba, momentos ímpares de descontração. A casa foi idealizada por Jeanne Piegel,
cuja história de família é resultado de uma trajetória secular na delicada e
doce arte da confeitaria.
Nos
conta a proprietária, que houve uma procura pela casa para realização de
casamentos e, naturalmente, surgiu a necessidade de um salão para execução da
solicitada Valsa. Jeanne decidiu abrir um espaço para atender a esta demanda e a consequência lógica foi a utilização do salão também em outras ocasiões.
Nesta
caminhada, a empresária percebeu que, salvo algumas exceções, existia em
Curitiba um público negligenciado por escolas, professores de Dança de Salão e dançarinos:
as mulheres maduras. De fato, em diversos eventos dançantes, é visível a quantidade
maciça de escravos límbicos imaturos que dedicam-se apenas a meninas. Outros,
concentram-se em dançarinas experientes, não raro, que vivem da dança. Intitulam-se
cavalheiros mas, o que fazem é consolidar nestes ambientes uma lacuna de
exclusão das mulheres maduras. E contraditoriamente, muitas delas vivem o
melhor momento de suas vidas, aprenderam a se vestir, se maquiar, se perfumar,
aprenderam a ser belas e são livres, independentes, donas de si, sabem muito bem
o que querem e estão dispostas a buscar realização.
Jeanne
teve percepção sobre este nicho e soube preenche-lo de forma pioneira na
cidade, disponibilizando junto com o tradicionalíssimo café, instrutores de Dança de Salão. A
partir deste início, a empresária corajosa que idealizou o Café Dançante Piegel
passou a enfrentar, de forma desbravadora, os percalços de condutas
provincianas e até, curiosamente, preconceituosas. Sob a lâmina do julgamento de
alguns que se consideram sabedores maniqueístas dos meandros intrincados da
Dança de Salão, a iniciativa, além de atender a um público diferenciado,
oportunizou na cidade mais uma atividade profissional que é antiga no país, como registrou Milton Saldanha em 2002 no Jornal Dance de São Paulo.
Hoje,
além de um delicioso café vespertino, estas clientes tem a oportunidade de se
realizar na pista de dança com instrutores que estão ali para atende-las.
A
ideia, embora extensamente disseminada, é polêmica também em outros estados brasileiros. Muitos professores e dançarinos,
inclusive aqueles incapazes de convidar para dançar uma mulher madura em um
baile, são severos com o conceito de um cavalheiro ser pago para dançar. Mas,
quem um dia teve coragem de se despir de preconceitos não pode negar que esta
iniciativa faz muitas mulheres felizes de forma absolutamente saudável e lícita.
São vistos sorrisos leves graças ao trabalho dos instrutores que levam estas
divas ao deleite do salão de danças. Não há razão para estas mulheres serem privadas também desta oportunidade em favor de quem profere discursos de ideologias
que não as contemplam.
Jeanne ainda tem observado ao longo dos anos a preciosa valorização da auto estima de suas
clientes, algumas, que desde a inauguração não perdem um evento da Piegel.
Independente
das controvérsias em torno do pagamento para que alguém dance, o Café Dançante
Piegel faz felizes muitas mulheres maravilhosas que tantos outros cavalheiros, simplesmente perderam.
Neste último domingo pudemos apreciar mais uma vez as delícias do café e a visão única de uma pista de dança repleta de sorrisos soltos de tantas damas lindas. Agradecemos a Jeanne e ao Neuton pelo convite e pela forma atenciosa com que nos receberam em mais um dos seus eventos de sucesso indiscutível.
8 de novembro de 2013
Izabela Lucchese Gavioli e a coluna da dama no Zouk
Izabela
Lucchese Gavioli sempre escreveu textos brilhantes na coluna Dança & Saúde da Revista Dança em Pauta.
O
último, “Zouk, cambré e dor na coluna”, é, sem dúvida, mais uma preciosidade.
Que o Zouk exige muito da coluna de uma dama,
favorecendo lesões mais que outras danças não é exatamente uma novidade para
praticantes desta arte que vivem na pele, ou melhor, na coluna, este problema.
Então,
o que há de extraordinário neste artigo é a forma como Izabela explica os
riscos, aborda prevenções e registra claramente o problema da atuação de
profissionais sem formação na área.
Izabela embasa-se cientificamente e é contundente, assumindo corajosamente a exposição de conteúdos como:
Izabela embasa-se cientificamente e é contundente, assumindo corajosamente a exposição de conteúdos como:
Em nosso entendimento, o
zouk não é adequado para alunos com doenças de coluna como espondilolistese
(deslizamento de vértebras), hérnias de disco e osteoporose, só para citar
alguns exemplos. Alunos com grande volume abdominal também não devem
praticá-lo, pois seu centro de massa estará grandemente deslocado; além de não
ser seguro, comprometerá a correta execução dos movimentos.
O fato
é que o Zouk, embora seja um entretenimento, não é uma brincadeira e pode
acabar mal. Em 2005 publiquei no livro “Dança de Salão, a caminho da licenciatura”, meu próprio caso, em que acabei com uma hérnia de disco cervical
durante um Zouk. Cheguei a ouvir o rompimento no momento em que ocorreu. Estas
experiências, das quais não sou a única vítima, aliadas ao olhar preciso de
profissionais atentos e responsáveis como Izabela, precisam ser disseminadas
para que os novos na dança estejam mais protegidos do que nós estivemos quando
iniciamos.
Parabéns
mais uma vez a Izabela e à Dança em Pauta, por trazerem a baila, de forma fundamentada, um assunto tão relevante para a saúde da dama.
5 de novembro de 2013
Irmãos Lacombe, descobertas desconhecidas da literatura atual
A disponibilização de periódicos antigos para consultas digitais vem permitindo a descoberta de informações que por muitos anos ficaram totalmente desconhecidas dos estudiosos da Dança de Salão no Brasil.
A série de publicações "História da Dança de Salão no Brasil" segue trazendo informações que por mais de um século ficaram dispersas em documentos sem organização capaz de trazer significados históricos. Ontem foi publicado o artigo da série dedicado aos irmãos Lacombe, que figuraram no cenário da Dança de Salão brasileira na primeira metade do século XIX.
A história dos quatro irmãos é pouco conhecida, havendo raras referências aos seus nomes, atuação, datas de nascimento, falecimento, vindas ao Brasil e atividades anteriores com dança na Europa. Até agora, nenhum artigo ou outro tipo de material bibliográfico foi publicado no Brasil sobre eles, trazendo dados obtidos por pesquisa sistematizada em periódicos publicados no século XIX, portanto, este artigo é pioneiro. A fonte principal foi o conjunto de todas as edições de 776 periódicos produzidos no século XIX, todos disponibilizados para consulta eletrônica pela Hemeroteca Digital Brasileira a partir de 2012.
As informações descobertas permitem uma compreensão fundamentada do papel que os irmãos Lacombe desempenharam na Dança de Salão do Rio de Janeiro, durante a primeira metade do século XIX.
São aguardadas para as próximas semanas outras publicações sobre a História da Dança de Salão no Brasil do século XIX.
Confira os artigos desta série, já publicados na íntegra, clicando em seus títulos:
"História da Dança de Salão no Brasil do século XIX e os irmãos Lacombe"
"História da Dança de Salão no Brasil: São Paulo, SP do século XIX"
"História da Dança de Salão no Brasil: século XVIII e alguns antecedentes"
A série de publicações "História da Dança de Salão no Brasil" segue trazendo informações que por mais de um século ficaram dispersas em documentos sem organização capaz de trazer significados históricos. Ontem foi publicado o artigo da série dedicado aos irmãos Lacombe, que figuraram no cenário da Dança de Salão brasileira na primeira metade do século XIX.
A história dos quatro irmãos é pouco conhecida, havendo raras referências aos seus nomes, atuação, datas de nascimento, falecimento, vindas ao Brasil e atividades anteriores com dança na Europa. Até agora, nenhum artigo ou outro tipo de material bibliográfico foi publicado no Brasil sobre eles, trazendo dados obtidos por pesquisa sistematizada em periódicos publicados no século XIX, portanto, este artigo é pioneiro. A fonte principal foi o conjunto de todas as edições de 776 periódicos produzidos no século XIX, todos disponibilizados para consulta eletrônica pela Hemeroteca Digital Brasileira a partir de 2012.
As informações descobertas permitem uma compreensão fundamentada do papel que os irmãos Lacombe desempenharam na Dança de Salão do Rio de Janeiro, durante a primeira metade do século XIX.
São aguardadas para as próximas semanas outras publicações sobre a História da Dança de Salão no Brasil do século XIX.
Confira os artigos desta série, já publicados na íntegra, clicando em seus títulos:
"História da Dança de Salão no Brasil do século XIX e os irmãos Lacombe"
"História da Dança de Salão no Brasil: São Paulo, SP do século XIX"
"História da Dança de Salão no Brasil: século XVIII e alguns antecedentes"
19 de outubro de 2013
Novos Boleros existem!!!
Nos dias de hoje corremos o risco de pensar que as boas músicas não são mais criadas, que a força das produções de massa é avassaladora o suficiente para que a criatividade real e o autentico conhecimento sobre música sejam aniquilados.
Mas, eis que uma surpresa nos refresca a esperança.
Em 2011 tive o privilégio de publicar, em uma feliz parceria com Cristovão Christianis, o resultado de uma pesquisa que trazia a público conhecimentos sobre a história do Bolero ignorados pela literatura na área. O trabalho foi publicado na revista Lecturas: Educación Física y Deportes, sob o título: Reflexões sobre o Bolero e sua História.
Este trabalho nos traria mais surpresas do que eu poderia imaginar.
Eis que alguns anos depois do artigo ser publicado e em consequência dele, tive a oportunidade de tomar conhecimento sobre um compositor que criou Boleros novos. Foi um privilégio receber um de seus CDs autografado e poder desfrutar de momentos deliciosos ao ouvi-lo.
Iniciativas como esta podem revigorar nossos bailes renovando seus ares sem descaracterizar a essência desta dança tão encantadora.
Agradecemos a Atapoã Feliz pela oportunidade de conhecer seu trabalho e estimamos que sua gravação venha em breve, permitindo a todos o acesso a estas preciosas criações que podem engrandecer nossos bailes.
Saiba mais sobre Atapoã em: http://www.omapala.mus.br/. Aprecie este espaço virtual de muito bom gosto e não deixe de ler, especialmente, a biografia e a discografia.
11 de outubro de 2013
Jornal Falando de Dança divulga livro "Dança de Salão, conceitos e definições fundamentais"
Na última edição do Jornal Falando de Dança, do Rio de Janeiro, número 73, consta um texto que aborda os conteúdos do livro "Dança de Salão, conceitos e definições fundamentais".
Desde o processo de pesquisa que levou ao êxito desta publicação recebi um apoio importante de Leonor Costa, editora do Jornal Falando de Dança, especialmente no processo de descobertas sobre uma imagem amplamente divulgada como sendo do Cassino Fluminense, mas, que de fato era do que hoje é o Museu Histórico Nacional do Chile. Os resultados desta pesquisa, além de constarem no livro, foram publicados de forma mais completa no artigo: ‘Um baile no Cassino’ x ‘Un baile en la Casa de Gobierno’: indícios de uma fraude e também pelo Jornal Falando de Dança, Edição 68, de maio de 2013: Imagem do Cassino Fluminense é uma Fraude.
À Leonor Costa meu agradecimento pela participação neste trabalho e por todo o apoio!
Veja a edição completa: Jornal Falando de Dança número 73.
Correção: Este livro é o quarto que publico sobre a Dança de Salão, o nono de minha autoria, sendo que no ano passado tive a oportunidade de organizar outro livro que contou com mais de duas dezenas de autores relevantes na área da Biologia no Município de Curitiba.
Desde o processo de pesquisa que levou ao êxito desta publicação recebi um apoio importante de Leonor Costa, editora do Jornal Falando de Dança, especialmente no processo de descobertas sobre uma imagem amplamente divulgada como sendo do Cassino Fluminense, mas, que de fato era do que hoje é o Museu Histórico Nacional do Chile. Os resultados desta pesquisa, além de constarem no livro, foram publicados de forma mais completa no artigo: ‘Um baile no Cassino’ x ‘Un baile en la Casa de Gobierno’: indícios de uma fraude e também pelo Jornal Falando de Dança, Edição 68, de maio de 2013: Imagem do Cassino Fluminense é uma Fraude.
À Leonor Costa meu agradecimento pela participação neste trabalho e por todo o apoio!
Veja a edição completa: Jornal Falando de Dança número 73.
Correção: Este livro é o quarto que publico sobre a Dança de Salão, o nono de minha autoria, sendo que no ano passado tive a oportunidade de organizar outro livro que contou com mais de duas dezenas de autores relevantes na área da Biologia no Município de Curitiba.
7 de outubro de 2013
Presentes da Dança de Salão VIII - Vania Andreassi e Luiz Gustavo Cobellache
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| Vania Andreassi, Maristela Zamoner e Luiz Gustavo Cobellache Fonte da imagem: Todo Tango Studio |
A decisão pelo professor é importantíssima, pode significar uma enorme decepção ou muitos anos de realização e de um grande prazer que é indescritível.
Os critérios que estabeleci não seriam tão fáceis de se atender:
- Boa didática e experiência com sala de aula, incluindo nossa faixa etária;
- Conteúdo de qualidade, conhecimento profundo, dedicado e específico sobre Tango de Salão;
- Solidez nas escolhas, o que exige capacidade de pesquisa, de busca pelas melhores informações;
- Experiência com Tango de Salão nos locais de origem da dança e em territórios diferentes, com públicos distintos;
- Valorização dos saberes originais e tradicionais como fundamento da prática;
- Profissional de nível cultural e intelectual destacado, o que reflete em aspectos como bom gosto, que influenciam até na definição dos movimentos;
- Docente com maturidade.
Ao longo de muitos anos conhecendo os mais variados profissionais da Dança de Salão, dos mais despreparados aos mais comprometidos, tinha em mente uma história de vida que me parecia a referência ideal. Vania Andreassi. Conhecia esta profissional há muitos anos e sabia de uma escolha muito decidida pelo Tango, de uma transição do palco para o salão pautada em experiência e sabedoria. Sabia de uma mulher que, como eu, fizera sua busca em toda a profundidade possível. Não foi uma coincidência que esta profissional foi quem permitiu que Curitiba conhecesse um pouco de Buenos Aires ao criar a mais charmosa casa da cidade, Todo Tango Studio... aliás, a realidade escancara que não é só desta cidade.
Depois de muitos anos, procurei-a e logo começamos a fazer aulas particulares, eu, meu marido e minha irmã, grande companheira e parceira na Dança de Salão. A cada aula sentíamos a delícia de aprender em um clima agradável e produtivo. Os primeiros passos começaram a tomar forma, as práticas que oportunizaram no Todo Tango Studio fizeram florescer o prazer da dança a dois e em pouco tempo ficou claro o acerto na escolha.
Assim, em meio a este reencontro valioso depois de tantos anos, conhecemos também Luiz Gustavo Cobellache, um artista em sua essência, cavalheiro receptivo, acolhedor, o grande parceiro de Vania. Temos tido dias memoráveis na companhia deste casal maravilhoso, dias de aulas, de práticas, de milongas e conversas deliciosas que vão das danças, suas histórias até os animais de estimação.
A este casal agradeço especialmente o convite que gentilmente recebi para fazer o lançamento do livro "Dança de Salão, conceitos e definições fundamentais" em sua própria casa, Todo Tango Studio. A maioria dos lançamentos que fiz não foram em Curitiba. Uma das razões é que recebi mais convites para lançar livros em outras cidades. Por isto também este convite de Vania e Luiz Gustavo foi ainda mais precioso. A vocês dois meu agradecimento por tudo que têm nos oportunizado, pela mudança que fizeram em nossas vidas e pelo presente, Tango, que estamos recebendo de vocês.
Como Vania assertivamente disse, e vale para muitos que vagam por tantas outras danças e andanças, "O Tango te espera", e chegou nosso momento!
Presentes da Dança de Salão VII - O melhor passeio, Deni Filho
Em 2009 conheci um homem que mudou minha vida.
Nesta época já estava há muitos anos envolvida com a Dança de Salão, minha primeira publicação já completava 10 anos, ministrava aulas de dança e de biologia em uma faculdade, já havia experimentado muitas vezes a sensação dos palcos, do reconhecimento e tantas outras vivências que me permitiram alguma maturidade.
Mas, nem sonhava com o que viria a conhecer em outras esferas. Foi uma história cheia de mistérios, coincidências e surpresas até que nos conhecemos pessoalmente. Fui clara desde o início deste intenso e profundo relacionamento, disse a este homem, que rapidamente permeou minha vida: não precisaria assumir nenhuma obrigação com a Dança de Salão. Não precisaria conhecer, nem experimentar, nem gostar e nem ver. Para mim ficou claro desde o primeiro dia que ele valia a pena até sem a Dança de Salão.
E ele me surpreenderia novamente. Meus primeiros comentários sobre pesquisas mostraram que este grande parceiro de vida tinha muito a contribuir, a participar e a desfrutar.
Mas, o mais surpreendente ainda estaria por vir. Certo dia fomos a uma deliciosa e nova casa de dança em Curitiba, Todo Tango Studio, e alguém se apaixonou pelo Tango. Foi quando aquele homem que já fazia parte de toda minha vida e que já havia aberto sua história para mim se revelou um parceiro completo.
É verdade que minha escolha na Dança de Salão, até então, não tinha o Tango como foco. Mas, meu grande parceiro se encantou justamente pelo Tango. Coube a mim escolher a professora ideal, a escola compatível com nosso perfil e o caminho que nos permitisse viver esta inusitada e nova aventura na Dança de Salão.
Hoje, estamos experimentando os primeiros passos deste delicioso passeio que é aprender a dominar a mágica da Dança de Salão junto com quem se ama. O natural talvez fosse que eu o trouxesse para uma nova experiência que seria a dança, mas, foi ele quem me trouxe de volta. Isto é um grande, um imenso presente, que eu desejo para toda a vida.
Nesta época já estava há muitos anos envolvida com a Dança de Salão, minha primeira publicação já completava 10 anos, ministrava aulas de dança e de biologia em uma faculdade, já havia experimentado muitas vezes a sensação dos palcos, do reconhecimento e tantas outras vivências que me permitiram alguma maturidade.
Mas, nem sonhava com o que viria a conhecer em outras esferas. Foi uma história cheia de mistérios, coincidências e surpresas até que nos conhecemos pessoalmente. Fui clara desde o início deste intenso e profundo relacionamento, disse a este homem, que rapidamente permeou minha vida: não precisaria assumir nenhuma obrigação com a Dança de Salão. Não precisaria conhecer, nem experimentar, nem gostar e nem ver. Para mim ficou claro desde o primeiro dia que ele valia a pena até sem a Dança de Salão.
E ele me surpreenderia novamente. Meus primeiros comentários sobre pesquisas mostraram que este grande parceiro de vida tinha muito a contribuir, a participar e a desfrutar.
Mas, o mais surpreendente ainda estaria por vir. Certo dia fomos a uma deliciosa e nova casa de dança em Curitiba, Todo Tango Studio, e alguém se apaixonou pelo Tango. Foi quando aquele homem que já fazia parte de toda minha vida e que já havia aberto sua história para mim se revelou um parceiro completo.
É verdade que minha escolha na Dança de Salão, até então, não tinha o Tango como foco. Mas, meu grande parceiro se encantou justamente pelo Tango. Coube a mim escolher a professora ideal, a escola compatível com nosso perfil e o caminho que nos permitisse viver esta inusitada e nova aventura na Dança de Salão.
Hoje, estamos experimentando os primeiros passos deste delicioso passeio que é aprender a dominar a mágica da Dança de Salão junto com quem se ama. O natural talvez fosse que eu o trouxesse para uma nova experiência que seria a dança, mas, foi ele quem me trouxe de volta. Isto é um grande, um imenso presente, que eu desejo para toda a vida.
História da Dança de Salão: São Paulo, SP do século XIX
A história da Dança de Salão em São Paulo é pouco conhecida no que diz respeito aos acontecimentos do século XIX e seus antecedentes. Até agora, nenhum nome de professor de dança atuante neste século fora registrado pela literatura da área.
Entretanto, a disponibilização de periódicos antigos para consultas digitais vem permitindo a descoberta de informações que por muitos anos ficaram totalmente desconhecidas dos estudiosos da área.
O artigo "História da Dança de Salão no Brasil: São Paulo, SP do século XIX", publicado hoje, torna públicas informações sistematizadas que modificam os conhecimentos até então disponibilizados a cerca deste contexto histórico específico.
Este artigo faz parte de uma série que se iniciou com "História da Dança de Salão no Brasil: século XVIII e alguns antecedentes" e será composta por diversas publicações abrangendo informações sobre a História da Dança de Salão no Brasil, referentes aos séculos XVIII (e alguns antecedentes), XIX e XX, nos diferentes estados brasileiros.
São aguardadas para as próximas semanas outras publicações sobre a História da Dança de Salão do século XIX em outros estados brasileiros.
Confira os artigos desta série, já publicados na íntegra, clicando em seus títulos:
"História da Dança de Salão no Brasil: São Paulo, SP do século XIX"
"História da Dança de Salão no Brasil: século XVIII e alguns antecedentes"
6 de outubro de 2013
Presentes da Dança de Salão VI - Pais
Meus amados pais, base da minha formação, fundamento da minha história. Tanto tenho a agradecer, mas, neste momento, meu agradecimento é por todo apoio que tive, mais uma vez, na produção do livro "Dança de Salão, conceitos e definições fundamentais".
De minha mãe, Úrsula, paciência, sugestões, capricho, preciosismo, competência e dedicação nas exaustivas revisões de todo o trabalho.
De meu pai Airo, apoio irrestrito na formalização e produção de cada detalhe do livro, e a honra de tê-lo registrado sob a chancela da Editora Protexto.
E nada se compara a tê-los comigo no momento do lançamento! Sempre, obrigada!
Fonte da foto: Todo Tango Studio
De minha mãe, Úrsula, paciência, sugestões, capricho, preciosismo, competência e dedicação nas exaustivas revisões de todo o trabalho.
De meu pai Airo, apoio irrestrito na formalização e produção de cada detalhe do livro, e a honra de tê-lo registrado sob a chancela da Editora Protexto.
E nada se compara a tê-los comigo no momento do lançamento! Sempre, obrigada!
Fonte da foto: Todo Tango Studio
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