30 de julho de 2012

Bibliografias utilizadas na pesquisa em Dança de Salão


Em uma das várias trocas de e-mails com o colega Marco Antônio Perna, surgiu-nos a dúvida sobre a literatura de Dança de Salão mais utilizada na pesquisa científica da área. Esta curiosidade levou-me a uma investigação que foi publicada ontem. Destaco das conclusões:

 

·         O livro mais citado é “Samba de Gafieira, a história da Dança de Salão Brasileira”, de Marco Antonio Perna, cuja primeira edição é de 2001 e a segunda de 2005. Em segundo lugar, um livro cujo público alvo é muito mais restrito, professores: “Dança de Salão a caminho da licenciatura”, de Maristela Zamoner, única edição até agora, datando de 2005;

·         Constatou-se que a maioria dos trabalhos científicos produzidos na área da dança de salão não contam com nenhum livro de Dança de Salão em suas referências bibliográficas, o que sugere possível carência de embasamento teórico dos autores ou de títulos;

·         São utilizados, como referências bibliográficas, textos de dança esportiva, danças de outras modalidades e estrangeiros, o que sugere ainda possível desconhecimento das distintas conceituações nacionais de dança de salão, bem como das peculiaridades brasileiras. Esta constatação revela que a conceituação de dança de salão ainda é confusa na literatura;

·         É importante que os pesquisadores apropriem-se e valorizem os conteúdos dos livros e textos de cunho científico brasileiros para que a pesquisa nacional solidifique-se com base em fontes compatíveis com a natureza do objeto de estudo;

·         A falta de conhecimento do embasamento teórico apropriado pode resultar em produtos científicos de dança de salão passíveis de distorções, por fundamentarem-se em fontes que não condizem com a realidade brasileira e técnica desta arte.

 

Confira em: http://www.efdeportes.com/efd171/danca-de-salao-na-producao-cientifica.htm

 

Os resultados desta pesquisa despertaram-me o desejo de investigar as características históricas da Dança de Salão que são importantes para que uma definição exclusiva seja construída e comparada com conceitos a serem propostos para as danças que com ela são confundidas.

 

Esta pesquisa está em fase de revisão e logo deve ser publicada.

17 de julho de 2012

Novo artigo na Revista Dança em Pauta: “A dança do albatroz”

Hoje, 17 de julho de 2012, a Revista Dança em Pauta publicou um artigo que mostra o lado masculino do poder transformador da dança de salão.


Confira em: http://www.dancaempauta.com.br/site/artigo/a-danca-do-albatroz/

 

9 de julho de 2012

Pós-graduação em Dança de Salão contribui em tese de doutorado

Este ano, RODRIGO LUIZ VECCHI torna pública sua tese de doutorado intitulada “O ensino da Dança de Salão pautado na teoria do “Teaching for Understanding””, desenvolvida no programa de Doutorado em Educação Física da Universidade São Judas Tadeu.

O trabalho, orientado pela Dra. Vilma Leni Nista Piccolo, traz discussões envolvendo a literatura atual no que tange ao ensino e pesquisa em Dança de Salão. É uma das raras teses na área, portanto, sua leitura é obrigatória para quem ensina e pesquisa.

Surpreende positivamente o fato de que o autor fundamentou-se em artigos científicos derivados da pós-graduação lato sensu na área de Dança de Salão da Faculdade Metropolitana de Curitiba, FAMEC, coordenada por Gracinha Araújo. Alguns que, poucos meses após publicados, já se estabeleciam como referências para outros trabalhos acadêmicos e artigos, como:

·         ZAMONER, M. Dança de Salão e publicações em eventos científicos, um recorte. Revista Digital, Buenos Aires, ano 15, n. 152, 2011.
·         ZAMONER, M. Dança de Salão: uma análise dos registros de livros na Fundação Biblioteca Nacional. Revista Digital, Buenos Aires, ano 15, n. 151, 2010.

Estes 2 (dois) artigos científicos fazem parte de um conjunto de 5 (cinco), que foram produzidos a partir de uma das monografias defendidas na referida pós-graduação da FAMEC. O autor fundamentou-se ainda em mais um trabalho, também relacionado a esta pós:

·         ZAMONER, M. Especialização em dança de salão (Faculdade Metropolitana de Curitiba – FAMEC): análise das apresentações de monografias da primeira turma.  Movimento & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, v. 8, n. 11, 2007b. 207

Interessante notar que ainda outras quatro referências da mesma autora foram utilizadas pelo autor.

Nota-se, por esta e outras produções que, dia após dia, as pesquisas em Dança de Salão vêm se aprofundando, as literaturas consolidam-se e o campo do conhecimento se solidifica.

Nesta caminhada, algumas iniciativas têm destaque positivo, uma delas é a Pós-graduação na área da Dança de Salão, coordenada por Gracinha Araújo.

Confira em:
http://www.usjt.br/biblioteca/mono_disser/mono_diss/2012/190.pdf

15 de junho de 2012

Dança de salão e educação formal em artigo científico

Desde 1998 venho pesquisando e publicando, em artigos e livros, questões sobre a dança de salão na educação formal, em aulas de educação física, como atividade transdisciplinar em outras disciplinas e na educação informal.

Em diferentes situações verifiquei e registrei que muitos benefícios podem ser obtidos por tais práticas, em especial ao envolver crianças, adolescentes e jovens em risco social.

Recentemente li um artigo científico que rediscute estes aspectos a partir de uma amostra de educandos do ensino privado, concluindo que “os alunos estão motivados com a prática de dança de salão na escola havendo diferenças entre o gênero, o tempo de prática e a frequência nos eventos. Diante disto sugere-se a criação de propostas metodológicas condizentes com os principais motivos dos alunos nas aulas de dança de salão dentro do ambiente da Educação Física escolar.”

O artigo, de autoria de Rodrigo Massami Shibukawa, Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães e Zênite Machado da Universidade do Estado de Santa Catarina e Amanda Soares da Universidade Federal de Santa Catarina, foi publicado pela Revista Brasileira de Educação Física e Esporte da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFEUSP). O periódico é trimestral, dedicado a artigos originais resultantes de pesquisas científicas realizadas em diferentes níveis de análise, enfocando movimento humano relacionado à Educação Física e Esporte, abrangendo ainda a Pedagogia do Movimento e Treinamento Esportivo.  A revista tem como fontes de indexação: Lilacs; Sports Discus; Portal de Revistas da USP, Scielo e é qualificada pela Capes do Brasil.

O trabalho é muito bem escrito e conduzido, trazendo referências já tradicionais para dança de salão como:

ABREU, E.V.; PEREIRA, L.T.Z.; KESSLER, E.J. Timidez e motivação em indivíduos praticantes de dança de salão. Revista Conexões, Campinas, v.6, 2008. Número especial.

ALMEIDA, C.M. Um olhar sobre a prática da dança de salão. Movimento & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, v.5, n.6, p.129-34, 2005.

D’AQUINO, R.; GUIMARÃES, A.C.A.; SIMAS, J.P.N. Dança de salão: motivos dos indivíduos que procuram esta atividade. Lecturas, Educación Física y Deportes: Revista Digital, Buenos Aires, v.10, n.88, 2005.

FREITAS, G.A. Motivos de condução, permanência e abandono de adultos praticantes de dança de salão da cidade de Florianópolis. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ed. Física) - Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2007.

GOOBBO, D.E. A dança de salão como qualidade de vida para a terceira idade. Revista Eletrônica de Educação Física UniAndrade, Curitiba, a.1, v.2, 2005.

PERNA, M.A. Samba de gafieira: a história da dança de salão brasileira. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2005.

STRAZZACAPPA, M. A educação e a fabrica de corpos: dança na escola. Caderno Cedes, Campinas, v.21, n.53, 2001.

VOLP, C.M.; DEUTSCH, S.; SCHWARTZ, G.M. Por que dançar? um estudo comparativo. Motriz, Rio Claro, v.1, n.1, 1995.

ZAMONER, M. Prática e ensino de dança de salão, comportamento sexual e drogadição: confusões e preconceitos. Lecturas, Educación Física y Deportes: Revista Digital, Buenos Aires, v.12, n.107, 2007.

ZANIBONI, L.; CARVALHO, G. A. Dança de salão: uma possibilidade de linguagem. Revista Conexões, Campinas, v.5, n.1, p.86-102, 2007.

No artigo de minha autoria trago uma pesquisa feita entre acadêmicos curitibanos visando verificar sua percepção sobre a prática da dança de salão, concluindo que: mais da metade dos entrevistados não vê conexão entre dança de salão e sexo, mas admite que a atividade pode revigorar sexualmente um casamento; muitos entendem que a atividade é compatível com usuários de drogas lícitas; a maioria acha desnecessária a educação formal dos docentes. Os resultados indicaram que existem percepções confusas e preconceitos em relação à dança de salão. Embora eu tenha publicado artigos e livros trazendo mais especificamente a questão da dança de salão na educação formal e informal, este foi o artigo escolhido como referência para a publicação em questão.

É gratificante ver que até publicações como esta contribuem para solidificação da certeza de que a dança de salão tem um papel importante a ser desempenhado na educação formal.

Confira o artigo na íntegra em: http://www.scielo.br/pdf/rbefe/v25n1/03.pdf.

29 de maio de 2012

Tese de doutorado referencia o livro “Sexo e Dança de Salão”

MARIA INÊS GALVÃO SOUZA, concluiu seu doutorado em Artes Cênicas na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro com a tese intitulada “Espaços de dança de salão no cenário urbano da cidade do Rio de Janeiro: tradição e inovação na cena contemporânea”.

Segundo a autora, a pesquisa objetivou “discutir o universo simbólico dos espaços de dança de salão a partir de uma análise das representações dos conceitos de tradição e inovação expressos nos discursos dos atores sociais dos bailes, bem como dos atores privilegiados, ou seja, aqueles considerados pelo próprio campo como os principais sujeitos do movimento de formação e disseminação da dança de salão” (grifo meu).

Já na Introdução, página 23 a autora registra 3 publicações interessantes:

“O estudo que se aproxima um pouco da presente pesquisa, intitulado Prática e ensino de dança de salão, comportamento social e drogadição: confusões e preconceitos investigou a representação da dança de salão no meio acadêmico de Curitiba. A autora Maristela Zamoner, mestre em ciências biológicas pela Universidade Federal do Paraná, identificou que no grupo de acadêmicos curitibanos existem percepções confusas e preconceitos em relação à dança de salão. Zamoner publicou também um livro chamado Sexo e dança de salão (Editora Protexto, 2007) identificando outros preconceitos que relacionam sexo a dança de salão. A autora escreveu também um artigo publicado na revista digital Lecturas: Educación Física y Deportes que relaciona a dança de salão à educação ambiental.

Gradativamente a dança de salão vem se solidificando no ambiente acadêmico de forma séria.

Parabéns à autora pela pesquisa.

Confira em: http://dasartesdocorpo.files.wordpress.com/2011/10/tese-espacosdedancadesalaonocenario.pdf

22 de maio de 2012

Aumenta o número de citações de artigos científicos sobre dança de salão

Houve um tempo em que era raro um trabalho científico trazer em sua bibliografia títulos específicos sobre dança de salão. Gradativamente este quadro vem mudando. Um exemplo pode ser notado este ano, na Motriz Revista de Educação Física pelo artigo científico:

A influência da dança de salão na percepção corporal”

São autores Cristiane Costa Fonseca, Rodrigo Luiz Vecchi e Eliane Florencio Gama. A revista está indexada pela Scielo e é qualificada pela Capes do Brasil.

A pesquisa foi bibliográfica descritiva de abordagem qualitativa e referencia 14 bibliografias que trazem o unitermo "dança de salão" em seu título, incluindo:

ZAMONER, M. Prática e ensino de dança de salão, comportamento sexual e drogadição: confusões e preconceitos. Revista Digital, Buenos Aires, ano 12, nº 107, 2007a. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd107/pratica-e-ensino-de-danca-de-salao-comportamento-sexual-e-drogadicao.htm>. Acesso em: 04 abr. 2010.

ZAMONER, M. Especialização em dança de salão (faculdade metropolitana de Curitiba - FAMEC): análise das apresentações de monografias da primeira turma. Movimento & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, v. 8, nº 11, 2007b. Disponível em: <http://189.20.243.4/movimentopercepcao/include/gltdoc.php?id=403&article=130&mode=pdf >. Acesso em: 04 abr.2010.

ZAMONER, M. Educação ambiental e educação em saúde na dança de salão para melhor idade: uma experiência na Paraíba. Revista Digital, Buenos Aires, ano 12, nº 109, 2007c. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd109/danca-de-salao-para-melhor-idade.htm>. Acesso em: 04 abr.2010.

Parabéns aos autores que demonstraram pesquisar seriamente a dança de salão como tal.

Confira em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-65742012000100020&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Livro "Dança de salão, a caminho da licenciatura" é sugerido em edital de concurso público



Este ano, 2012, o município paranaense de Castro abriu concurso o público e uma das vagas destina-se a preencher o cargo de "Monitor para oficinas culturais e pedagógicas - Danças Folclóricas, Danças Regionais e Danças Gauchescas". O conteúdo específico abrange:

Concepções de aprendizagem.
Concepções de avaliação.
Concepção de ensino.
Atividades globais de expressão aplicados na dança.
História da dança da pré-história aos dias atuais.
História da dança no Brasil.
Atividades globais de expressão.
Metodologia para atividades de dança aplicadas a educação.
Dança e cultura popular - história.
Dança e cultura popular aplicada a educação.
Estilos de dança.
Danças Folclóricas.
Danças Regionais.
Danças Gauchescas.

No edital foram sugeridos 10 livros como bibliografia. Apenas um especificamente sobre dança de salão: "Dança de salão, a caminho da licenciatura", de Maristela Zamoner, publicado pela Editora Protexto em 2005.

Felizmente esta arte começa a ganhar espaço oficialmente em editais de concursos públicos.

16 de maio de 2012

A incrível história do Baila Floripa virou livro

O Baila Floripa é um dos eventos nacionais mais importantes para a dança de salão. A cada nova edição movimenta uma quantidade significativa de profissionais, alunos e amantes desta arte. Tem uma história que merece mesmo ser escrita e apreciada. Este é o presente que Alexandre Melo nos traz em seu livro: “Baila Floripa – No Cenário da Dança de Salão Brasileira”. Um homem inteligente, de diálogo seguro e cuja discrição não revela a magnitude do próprio trabalho como coordenador das primeiras edições do Baila Floripa.

A publicação de um livro de dança de salão sempre é algo a ser comemorado, afinal, o universo de títulos tem aumentado, mas, ainda é restrito. Um livro que conta uma história tão consistente, é mais raro ainda. Deixo aqui meus parabéns ao Alexandre, por esta importante produção.

15 de maio de 2012

Novo artigo revela a metamorfose feminina na dança de salão

No último dia 7 de maio a Revista Dança em Pauta trouxe um artigo que mostra um pouquinho do que a dança de salão pode fazer pelas mulheres, revela parte de seu poder transformador. Confira em: http://www.dancaempauta.com.br/site/artigo/o-poder-da-metamorfose-feminina-na-danca-de-salao/

30 de março de 2012

Dança de Salão e lazer na sociedade contemporânea

No ano passado, Tiago Tonial defendeu sua dissertação pelo Programa Interdisciplinar de Pós-graduação, na modalidade de Mestrado em Lazer da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais. Escreveu um belíssimo trabalho, intitulado: "DANÇA DE SALÃO E LAZER NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: um estudo sobre academias de Belo Horizonte". São 164 páginas de excelente conteúdo, produzido a partir de boas fontes bibliográficas e consistente pesquisa de campo.

Tiago nos brinda com provocações importantes, capazes de romper paradigmas e fomentar a abertura para pensamentos inovadores. Um bom exemplo, lê-se na frase:

"A própria idéia de condução é algo questionável na dança de salão"

O trabalho discute ainda vários conteúdos do livro "Sexo e Dança de Salão", que publiquei em 2007, aprofundando questões relevantes sobre este tema que tão poucos têm coragem de discutir. É gratificante ler frases como:

"Acredita-se aqui que Zamoner oferece progressos no entendimento de dança de salão"

Parabéns ao Tiago, pela garra e coragem na escolha dos assuntos difíceis e polêmicos que trouxe a tona. Parabens ainda pela defesa, concluir um mestrado, sempre, é uma grande vitória.

Vale a pena conferir:

http://opus.grude.ufmg.br/opus/opusanexos.nsf/401ea73efc01934f83256c13006ab709/c2003978dcd7acfc832579280057b699/$FILE/DAN%C3%87A%20DE%20SAL%C3%83O%20E%20LAZER%20NA%20SOCIEDADE%20CONTEMPOR%C3%82NEA.pdf

2 de março de 2012

Maslow, necessidades humanas e a dança de salão

O último artigo que publiquei na Revista Dança em Pauta discute, novamente, a questão das necessidades humanas e suas relações com a dança de salão. Porém, desta vez, trago o assunto fundamentado pelo trabalho de Maslow. Assim, podemos entender com um pouco mais de profundidade cenas que vemos nos salões espalhados pelo Brasil de dançarinos que mostram intensa necessidade de atrair a atenção sobre si.

Disponível em: http://www.dancaempauta.com.br/site/artigo/danca-de-salao-e-o-apice-da-autorrealizacao/

9 de dezembro de 2011

A dança de salão é heterossexual

O último artigo que publiquei na Revista Dança em Pauta, discute a questão da natureza heterossexual da dança de salão e sua relação com a vida pessoal do dançarino.

Confira em: http://www.dancaempauta.com.br/site/artigo/a-heterossexualidade-da-danca-de-salao/

Figura 1 - Captura de tela do artigo "A heterossexualidade da dança de salão"
FONTE: Revista Dança em Pauta, em 9 de dezembro de 2011.

16 de novembro de 2011

Pesquisa em dança de salão é referência

Figura 1 - Captura de tela do trecho que cita o trabalho "Dança de salão: um panorama
sobre a produção de trabalhos acadêmicos" como referência.
NOTA: Acesso em 16 de novembro de 2011.


Entre o final do ano de 2010 e o início de 2011 publiquei 5 estudos científicos pioneiros, análise da produção textual brasileira na área de dança de salão. Um dos estudos analisou trabalhos acadêmicos. Foi publicado em fevereiro de 2011. Em agosto de 2011 este estudo foi utilizado como referência por outra pesquisadora, veja na Figura 1.

A autora é Evelize Dorneles Minuzzi, Mestranda do Curso de Pós-Graduação em Educação Física, ESEF/ Universidade Federal de Pelotas, bolsista CAPES e o trabalho intitula-se: “A dança de salão no compasso do lazer: um passo bem conduzido”.

Lembro que estes cinco artigos aos quais me referi, foram motivados durante a pós-graduação da área de danças de salão, mantida pela FAMEC (Faculdade Metropolitana de Curitiba) e coordenada por Gracinha Araújo. Portanto, é sucesso do curso também.

Confira os artigos em:
http://www.efdeportes.com/efd159/a-danca-de-salao-no-compasso-do-lazer.htm
http://www.efdeportes.com/efd153/danca-de-salao-producao-de-trabalhos-academicos.htm

7 de novembro de 2011

200 anos de dança de salão no Brasil

Figura 1 - Capa do livro "200 anos de dança de salão no Brasil"

Há poucos meses ocorreu um grande movimento em comemoração aos 200 anos de dança de salão no Brasil. Mas, talvez a produção mais perene seja o livro sobre este tema que teve seu primeiro volume lançado no Rio de Janeiro. A obra é composta por uma coletânea de artigos dos mais diversos estilos de redação, versando sobre variados assuntos relacionados à área. Os autores são nomes importantes da dança de salão nacional que incluem: Jomar Mesquita, Teresa Drummond, Rachel de Mesquita, Cristovão Christianis e Katiusca Dickow, Ney Homero da Silva Rocha entre outros. O livro foi organizado por Marco Antonio Perna, que contribuiu ainda com seus textos impecáveis.

Para quem gosta de acompanhar a caminhada da dança de salão rumo a construção dos registros escritos, é uma leitura excelente.

Veja mais detalhes em: http://www.pluhma.com/loja/livros.danca

3 de outubro de 2011

Dez anos do livro “Samba de Gafieira, a História da dança de salão brasileira”

Este ano há uma comemoração importante para a dança de salão brasileira. Completa uma década um dos livros mais importantes na área: “Samba da Gafieira, a História da dança de salão brasileira”*, que teve sua primeira edição publicada no Rio de Janeiro em 2001. O autor, Marco Antonio Perna, amigo pessoal de longa data, fez uma pesquisa valiosa para esta obra. Até hoje, não se produziu trabalho semelhante. Por isto, encaminhei para o Jornal Falando de Dança do Rio de Janeiro, um artigo com algumas discussões a cerca deste marco importante de 2011.

Confira, na página 4: http://falandodedanca.blogspot.com/.

Figura 02 – Capa do Jornal Falando de Dança do
Rio de Janeiro Edição nº 49. Ano IV. Out. 2011.

*O livro pode ser adquirido em: http://www.pluhma.com/loja/livros.danca

28 de setembro de 2011

Um toque de infidelidade

Este mês enviei para revista Dança em Pauta um artigo comentando um trecho do filme “Um toque de infidelidade”. Aqui, você confere o artigo original na íntegra. Na revista você pode ver os links dos trechos do filme: http://www.dancaempauta.com.br/site/ver-e-ouvir/um-toque-de-infidelidade/.

Figura 01 - Captura de tela referente à publicação sobre o filme    "Um toque de infidelidade",
de Maristela Zamoner
    Fonte: Revista Dança em Pauta

Um toque de infidelidade


Em 1989 a Paramount Pictures lança no cinema o filme “Um toque de infidelidade”, intitulado originalmente de “Cousins”, dirigido por Joel Schumacher e produzido por William Allyn. Foi estrelado por Isabella Rossellini, Ted Danson, Sean Young e William Peteresen nos papéis principais. O filme é uma refilmagem de “Primo, Prima”, de 1975. Conta a história de Maria e Larry, que se conhecem na recepção do casamento entre a mãe dela e o tio dele. Nesta festa, inicia-se um caso amoroso entre os cônjuges dos protagonistas, que não passa desapercebido por ninguém. Incomodados com o caso dos seus cônjuges, Larry e Maria aproximam-se tentando dar a impressão de que também estavam tendo um caso, o que desemboca em um romance real entre ambos.
Apesar de ser antigo, vale a pena revê-lo, se não pelo enredo, por ter uma bela fotografia e uma trilha sonora fantástica.
Mas, o que realmente marcou minha memória, foi uma cena de menos de 20 segundos, aproximadamente aos 27 minutos do filme, em que Ted Danson (Larry), dança um cha-cha-cha com Lorraine Butler (Ms. Greenblatt). Larry é um homem esbelto e elegante, que buscava a felicidade e para tal, trocava seqüencialmente de empregos. No momento em que se passa o filme, ele atua ministrando aulas de danças de salão, o que, segundo ele, o permite ser feliz. Como professor, aparece conduzindo uma aula para terceira idade, em um clima agradabilíssimo, construído sobre tons claros característicos do espírito daquele momento. Em determinado ponto, ele interrompe a aula no intuito de mostrar como é o cha-cha-cha e convida para uma demonstração Misses Greenbaltt (Lorraine Butler), sua ajudante:

Oh. My God. No. No. No.
Let me show you one more time.
One more time. Everybody.
Mrs. Greenblatt…

Misses Greenbaltt, com bela postura e elegância, dirige-se ao centro da sala de dança. Ambos dançam brevemente com uma leveza impressionante e ao final, o professor olha para a dama e se pronuncia:

You look marvelous.
Magnificent. A thing of beauty.
Thank you. Thank you.
Okay. That's it. Time's up. Everybody.
Practice. Practice. Practice. Yes. Practice.
Practice. Practice.

É uma cena que deve ter passado desapercebida pela maioria das pessoas que assistem a esta produção envolvidas em seu enredo. Não é um destes filmes de dança que tanto chamam a atenção trazendo histórias românticas pasteurizadas pelo envolvimento entre os dançarinos, seja entre professor(a) e aluno(a) ou não. É uma cena mais real, característica da maioria das salas de aula de danças de salão para terceira idade que estão espalhadas pelo mundo. Na época em que assisti este filme a primeira vez, nem havia iniciado minhas aulas de dança de salão, mas, o fato é que o vi há mais de 20 anos e esta foi a cena que ficou marcada em minha memória.
Com esta lembrança permanente, resolvi rever o filme apreciando novamente aquela cena em especial, revivi a mesma sensação, de indescritível leveza. Busquei informações, especialmente sobre a dama chamada pelo professor para demonstrar, a atriz Lorraine Butler. Não foi possível encontrar muitos dados sobre esta dama/atriz, pude saber apenas que teria nascido em Melbourne, Austrália, atuado em apenas pouquíssimos filmes com papéis secundários e seguido carreira em cassinos, teatros, restaurantes, hotéis e, nos últimos anos, ensinando voz e performance.
Talvez alguns possam se perguntar o que será que havia de tão fantástico naqueles 20 segundos. Bem, para a maioria das pessoas deve ser mesmo uma cena banal, mas, para mim, marcou a memória, conservando um frescor único. Uma cena de beleza incrível, quem sabe, porque se tratava de uma dama notavelmente fora dos padrões de beleza aceitos pela sociedade.

19 de agosto de 2011

Coluna "Dança & Comportamento" - Revista Dança em Pauta

Há mais de um ano, antes de ser inaugurada a Revista Dança em Pauta, maior revista brasileira de Dança de Salão (www.dancaempauta.com.br - Imagem 1), fui convidada por sua editora, Keyla Barros, a assumir a coluna “Dança & Comportamento”. Desde então, tenho contribuído mensalmente com artigos, o que tem sido uma experiência muito interessante. Este mês abri o espaço deste blog, por esta razão, solicitei a redução da freqüência mensal dos artigos que envio, o que foi bem recebido uma vez que a redução da periodicidade de todas as colunas já vinha sendo estudada pelos editores. De qualquer forma, minhas contribuições para a Revista Dança em Pauta continuarão, agora, com uma freqüência bimestral.

Imagem 1 - Página de abertura da Revista Dança em Pauta

14 de agosto de 2011

Festival de Joinville - Ritmos a Dois

No último dia 21 de julho estive em Joinville ministrando a palestra: Etiqueta no Salão, a convite dos organizadores do evento Ritmos a Dois que integra o Festival de Joinville, um dos maiores e mais consagrados festivais de dança do Brasil e do mundo, patrocinado pelo Banco Itaú (http://ritmosadois.com.br/blog/about/).
Fui muito bem recebida pela Jucimara e pelo Kênio que, corajosamente, aceitaram o desafio de organizar o Ritmos a Dois. Fiquei surpresa com os desdobramentos desta palestra que acabaram por motivar-me a novas produções para dança de salão, nos próximos meses trarei novidades.
Deixo aqui meus parabéns pela organização e pela iniciativa brilhante de acrescentar conhecimento a este evento tão importante.


Foto 1 - Palestra Professora Maristela Zamoner -
Ritmos a Dois, 2011
Foto: Jucimara Sequinel




Foto 2 - Palestra Professora Maristela Zamoner -
Ritmos a Dois, 2011
Foto: Fabrizio Motta

9 de agosto de 2011

O Bolero e sua história

Este mês tive o prazer de publicar um artigo científico sobre o bolero, em co-autoria com  Cristovão Christianis (http://www.cristovaoekatiusca.com/).

O desenvolvimento de todo trabalho, que abarcou alguns anos, foi surpreendente para mim. Trabalhar em parceria, geralmente, é uma tarefa difícil, mas, com Cristovão, foi muito produtivo e agradável.

Tive o privilégio de conhecê-lo durante a pós-graduação em dança de salão, quando ministrou o módulo de Danças Brasileiras. Nesta ocasião, como docente, ele colocou a proposta de pesquisa em sala de aula. O que seria um trabalho simples acabou tomando vulto, então, convidei-o à co-autoria para publicação como artigo científico. As discussões que tivemos (integralmente via skype e e-mails), resultaram em um trabalho consistente e ímpar até o momento.

O que motivou a produção foi a ausência de explicação satisfatória a respeito da relação histórica entre os boleros primogênitos, supostamente europeus, de compasso ternário e os boleros latino-americanos, de compasso binário ou quaternário. Nosso artigo apresenta uma possível explicação para tal questão que se apresenta na história desta dança encantadora.

O processo vivido até o momento da publicação nos oportunizou um crescimento significativo devido à quantidade de bibliografias exploradas e aos profícuos debates skypeanos que tivemos.

Registro aqui meu agradecimento a este grande profissional, que trouxe direcionamentos decisivos para qualidade final deste trabalho que foi, até o momento, a produção em co-autoria mais produtiva da qual pude participar.

Para conferir:

5 de agosto de 2011

Produção textual em dança de salão

 
Nenhum dançarino é suficientemente bom sem sólida base de saberes teóricos. Há muito que se discute o fato de que sem conhecimento teórico a pragmática da dança de salão esvazia-se de sentido. O inverso é verdadeiro, o teórico que nunca desfrutou plenamente da vivência, não tem como entender sobre o que lê ou escreve.  

Então, o dançarino que não tem conteúdo teórico acaba por fazer o papel de realizar movimentos sem noção de seu significado técnico-sócio-histórico, resumindo-se a um mero executador desprovido de acervo para pensar sua própria dança.

Em se tratando de professores e coreógrafos, a gravidade é maior, implicando até mesmo em risco para a integridade psicológica e física da pessoa que trabalha, sem falar que sua função em muito assemelha-se a de um recreacionista.

Esta consciência tem provocado um crescimento quantitativo e qualitativo da produção de textos sobre dança de salão. Hoje, esta arte já é tema abordado em livros, artigos científicos, textos informais, produções acadêmicas e trabalhos para eventos.

Reunir estes materiais para concentrar as possibilidades de aprofundar o conhecimento ainda é um desafio. Uma das razões reside na questão do uso, ainda pouco explorado, dos indexadores ou outras estratégias de aglutinação de tais fontes.

O propósito deste espaço é disponibilizar artigos novos e indicações das mais variadas referências bibliográficas para auxiliar alunos, dançarinos, pesquisadores e escritores dedicados à dança de salão, a ampliarem seu rol de leituras.

Indicações de outros trabalhos são bem vindas e podem ser encaminhadas pelo e-mail: maristela.zamoner@gmail.com.

Em breve traremos os primeiros artigos.

Sejam bem vindos a apreciar a construção formal do conhecimento em dança de salão!