9 de janeiro de 2018

A CAMINHO DE BUENOS AIRES...

Gosto dos argentinos. A culpa foi do tango, que amo escutar e dançar.
No baile não existe essa burrice competitiva que se vê em outros setores, principalmente no esporte. Mas no esporte a gente releva, é da sua natureza derrotar e vencer, então vale até gol de mão, do Maradona, um cara bem humorado, inteligente, com visão social.
No baile de tango é ao contrário. Quanto melhor a pessoa dança, mais admiramos. E os argentinos nisso são imbatíveis.
Depois deles, fora os notáveis colombianos, os melhores tangueiros de salão são os turcos. Não me pergunte a razão, nem tudo precisa ter explicação.
A admiração cria elos afetivos, principalmente quando você vai ao artista e elogia seu trabalho. O elogio é o combustível da arte, em qualquer campo onde ela se expressa. Razão pela qual artistas odeiam críticos, mesmo quando fingem que não ligam para o que falam, ou escrevem.
Nos últimos 15 anos fui a Buenos Aires com freqüência rotineira, nunca menos de duas vezes por ano. Com o recorde de seis viagens num único ano. Tudo por causa do tango.
MAIS DE 100 BAILES DE TANGO
Explico: Buenos Aires oferece mais de cem bailes de tango, que chamam de milonga, por semana. O problema dos fanáticos, entre os quais me incluo, é decidir a cada noite onde vai dançar.
Para quem deseja aprender, ou evoluir na dança, sempre há festivais e uma lista imensa de professores para escolher, com possibilidades para os mais variados estilos, do milongueiro tradicional, de salão, com abraço fechado e pés rentes ao piso,
ao show de palco, onde tudo se pode, principalmente mesclas de outras danças.
Com o tempo, você vai conquistando amigos, se integra, vai se sentindo em casa. Conheço brasileiros que têm até mesa preferida em alguns bailes. A gente aprende os nomes dos DJs, tem os preferidos, e como todo mundo passa a conhecer as estrelas do tango, mais e menos famosas, sempre encontráveis nos bailes.
UMA OBRIGAÇÃO
Hoje, entre os tangueiros, quem nunca foi a Buenos Aires é visto como alguém que não freqüentou a academia. Ir lá virou quase uma obrigação.
Mas nem tanto. Pesa também a paixão que passei a devotar à cidade, que foi planejada, tomando Paris como modelo, privilegiando o ser humano, enquanto no Brasil nossas cidades colocaram o carro em primeiro lugar, seguindo o modelo norte-americano. Isso explica a paixão. Só possível de entender quando a gente conhece um estilo de vida urbana que preserva lugares bonitos e hábitos cotidianos saudáveis, como a pausa no meio da tarde num café, sozinho ou com amigos.
A cidade é tão gostosa, com sua arquitetura preservada, praças e parques por todos os lados, que lá caminhar na rua é programa. Só cuidado com as lojas, algumas são irresistíveis para quem sofre de impulsos consumistas, meu caso.
Nas milongas, mesmo para quem sempre vai, é sempre uma renovada emoção sentir aquela atmosfera, com a música irresistível, a empanada quentinha, o modo elegante de trajar. Pisar na mesma pista dos melhores tangueiros do mundo. Compartilhar dos códigos de ética do baile, que são sagrados, sobretudo nos templos mais famosos, como o salão Canning, La Viruta, Villa Malcon, El Beso ou clube Gricell, entre muitos outros salões lendários do tango portenho.

16 de dezembro de 2017

Reconstituindo o tango de 1911...

Fonte consultada em 16.12.2017
http://www.libraryofdance.org/dances/early-tango/
Uma das maiores dificuldades no estudo da história das danças é a compreensão do significado de uma palavra que se refere a uma modalidade praticada, especialmente no que tange à natureza dos movimentos que eram executados no passado.

Um bom exemplo gira em torno da palavra "tango". Não sabemos a que dança se referiam os autores que publicaram notícias envolvendo esta palavra nos jornais do século XIX, por exemplo. E, mesmo nos periódicos brasileiros desta época, a palavra aparece muitas vezes.

Diz-se com certa frequência que o tango foi uma dança proibida ou mal vista no passado. Entretanto, se isto de fato era algo significativo, é desafiador tentar definir em que período e onde isto pode ter sido uma verdade. Não são poucas as referências a dança tango, em jornais brasileiros do século XIX, que referenciam-na sendo executada em salões da alta sociedade, nos mesmos eventos em que se dançavam as valsas e sem sinais que indicassem rejeição de qualquer tipo.

Os momentos de prática traziam consigo muito mais do que mero entretenimento. O estudo da dança permite uma ótica particular sobre grupos sociais que existiram em localidades e tempos específicos. Neste sentido os trabalhos que tentam resgatar estas informações, como aqueles que buscam a reconstituição da dança em determinado tempo, são muito relevantes. Não apenas para o conhecimento da dança, mas também de diversos outros aspectos das dinâmicas dos grupos humanos.

Um trabalho interessante é disponibilizado pela Library of Dance. Resulta da compilação de resultados do exercício de reconstituição do tango a partir de registros documentais datados de 1911 a 1916. Vale a pena ler e assistir aos vídeos que nos permitem visualizar a compreensão que os estudiosos tiveram do tango que era dançado neste tempo. Acesse AQUI.

28 de outubro de 2017

Para não dizer que não falei de auto-ajuda

Milton Saldanha,  jornalista

Faço parte do restrito clube das pessoas que falam da velhice sem preconceitos, medos e fantasmas. Certamente porque me preparei bem para isso durante a juventude.

Por exemplo, fazendo muito exercício físico. Nadava, caminhava, corria, pedalava na bicicleta, jogava futebol. Fui escoteiro por seis anos, acampava muito, era tudo a pé, nas estradas e campos, com mochila. Dançava nos bailes.  E, como se tudo isso fosse pouco, não dispensava uma intensa sessão de ginástica antes de cada banho. Sem jamais ter fumado.

Meu irmão, Rubem Mauro, que nasceu primeiro, seguiu a mesma rota. Não foi escoteiro, mas teve o Exército, onde se formou oficial R-2, praticando exercícios intensamente, além de marchas pesadas.

Hoje, aos 72 anos, colho os frutos disso. Tirando a próstata, que não tem jeito, pega 100% dos homens, causando preocupações e incômodos urinários, o resto sobrevive dentro de padrões considerados bons, para a idade.

Riscos? Claro que existem, mas não faço disso uma neurose. Sem dispensar exames médicos periodicamente. Faço parte, por exemplo, de um grupo que passa por testes (de quase tudo), da Faculdade de Saúde Pública da USP. Os resultados são ótimos. E me alertaram para mais vitamina D e mais musculação. A idade reduz o tônus muscular. Então imagine o que acontece com quem não fortalece bem isso na juventude.

Ah, e foram os hábitos de vida que me salvaram da morte em novembro do ano 2000, quando sofri um infarto pesado, com as duas coronárias entupidas.  Mas com o sangue chegando ao coração através das artérias colaterais, uma rede que os médicos chamam de coração de atleta. Ela se forma por volta dos 25 a 30 anos, como prêmio pelos exercícios praticados.

O infarto, apesar da vida saudável, teve três causas: genéticas (histórico familiar), alimentação com excesso de gordura das carnes vermelhas ingeridas pelas famílias gaúchas, e fatores emocionais, derivados principalmente das tensões da minha profissão, o jornalismo. Uma profissão fascinante, mas que consome com a gente, pelas pressões cotidianas.

 É tudo uma maravilha? Claro que não. Nesta idade o fôlego não responde mais como antes. Uma longa escada ou lombada a subir te deixa com a língua de fora. Contudo, sempre escalo, mesmo quando existe a opção da escada rolante. Para subir ou descer.

Fico pasmo de ver jovens optando pela escada rolante, quando deveriam estar mexendo o corpinho. Eles sequer sentam, vivem deitados, ou apoiados em alguma coisa, enfraquecendo seus músculos e ossos. Não percebem que o corpo precisa de estímulos, o tempo todo. E que sem isso, em breve, terão a saúde comprometida.

Hoje, faço menos exercício, é verdade. Mas ainda caminho todos os dias, uso a bike com freqüência (só não uso mais por medo do trânsito selvagem), e danço no mínimo três vezes por semana. Com média mínima de 3 horas por baile, onde pouco paro, só para rápidos descansos e hidratação, só com água.

A dança de salão é um exercício notável, além do mais prazeroso, entre todos. Depois de dançar, por exemplo, três sambas seguidos, na pauleira, a gente queima um terço de uma refeição leve. Com o detalhe de que me acostumei com as refeições leves, a tal ponto que não consigo mais repetir abusos do passado, quando saia da mesa com a sensação de barriga pesada e incômoda.
Receita, para quem estiver interessado: corte o sal, se possível 100%; reduza o açúcar; coma bastante saladas e frutas, sem restrições, temperada só com azeite extra-virgem de oliva; faça depois um prato quente variado, mas com pequenas porções de cada alimento; valorize os peixes, grelhados, são de baixa caloria, além de saborosos; dispense as frituras, ou reduza ao máximo; isso lhe dá crédito a um bom pastel, de vez em quando; fuja dos refrigerantes e das bebidas com gás, que causam perda de cálcio no organismo. Mas não se prive do vinho, com moderação, nem de uma cervejinha, quando der vontade.
Bastará um mês para perceber os resultados. O corpo saudável alivia sentimentos de culpa, sua cabeça também ficará mais leve.   
                                                                                                
Milton Saldanha
Jornal Dance, editor

10 de outubro de 2017

Escravos que dançavam no Brasil do século XIX

JORNAL FALANDO DE DANÇA DIVULGA

Você sabia? Saber dançar e tocar era um diferencial entre os escravos, no século 19. Quem nos conta é nossa colaboradora Maristela Zamoner, em artigo que escreveu para a ed. 121 (outubro) do Jornal Falando de Dança. Gostou? Então nos ajude a divulgar. Dança de Salão é cultura, é história.

Leia a edição completa AQUI.

10 de setembro de 2017

Cursos de dança no Brasil do século XIX... os embriões das academias de hoje?



Você sabia que no século XIX os cursos de dança de sociedade já se espalhavam pelo Brasil? Pois é, e estas iniciativas podem ter sido o início de uma jornada que nos trouxe às academias de dança que temos hoje. Confira a pesquisa na coluna Um pouco de história, página número 4 do Jornal Falando de Dança - RJ, edição 120, de 2017. Esta edição completa está AQUI. Boa leitura!

6 de agosto de 2017

Rápida visão sobre concursos de dança    

      
Por Milton Saldanha
Jornalista, fundador do jornal Dance - São Paulo

O grande risco de um concurso de dança é o vencedor acreditar que seja verdade. Do dia para a noite, ele, ou ela, se transforma no “melhor do Brasil”, ou “melhor do mundo”, por obra e graça de um corpo de jurados tão infalível quanto possa o ser humano acreditar que isso seja possível. Ou seja, probabilidade zero.

Exceto em casos de disparidade gritante entre os participantes, julgar dança é algo impossível. Porque são múltiplos os fatores que diferenciam cada pessoa, e cada dança. Assim como fatores subjetivos vão diferenciar a visão de cada jurado e de cada pessoa do público. Principalmente na música isso é visível e ilustra bem este ponto de vista: aquela que me emociona não será, necessariamente, aquela que vai emocionar outras pessoas, muito menos a todos.

Na dança, são tantos, e tão variados, os fatores técnicos, que se tornará impossível a unanimidade do olhar. Eu, por exemplo, no tango, julgo o dançarino pela qualidade da sua pisada. Isso mesmo, a pisada, um detalhe tão aparentemente pequeno quanto imenso na estrutura do movimento. Nem todos, claro, têm o mesmo olhar. Há pessoas que preferem observar o torço, lá no alto do casal, que no tango é também uma área fundamental.

Como todo olhar sobre os dançarinos será sempre subjetivo, cada pessoa terá uma forma de ver. Afirmar que A dança melhor que B será sempre um ponto de vista particular, mas jamais coletivo. É isso que explica que aquele casal, no qual apostamos todas as fichas, não se classifique, ou fique num patamar abaixo da nossa expectativa.

Não quero, com isso, desqualificar os concursos, nem desanimar vencedores. Quero apenas sugerir que não viajem no espaço sideral, perdendo os pés do chão.

Gosto dos concursos, eles me divertem e até emocionam. Estimulam a moçada a lutar. Agitam a dança, e isso é bom.

A prova disso é que fui a todas as edições do campeonato mundial de tango, em Buenos Aires, e lá estarei novamente, neste agosto. Já fui também jurado, em pequenos concursos.  Mas nada disso turva minha visão crítica. Pelo contrário, a experiência só acentua minha convicção do quanto é impossível julgar dança. Uma prova é que muitas vezes, no ato de julgar, busca-se não a virtude criativa e sim o momento do erro, ou suposto erro. Basta um escorregão, por um defeito qualquer da pista, e lá se foi a chance de um casal que se apresentou com esplendor.

Além de que concursos, como na categoria tango-salão, tendem a premiar os contidos e não os ousados. Isso esbarra no conceito de arte, que não existe sem a ousadia, e sem os riscos a ela inerentes.

Nenhum concurso de dança será a expressão da verdade. Quando alguém supera outro por um décimo, foi a subjetividade do olhar de um jurado que decidiu isso. Por mais iluminado que seja, ele não carrega na testa o carimbo de proprietário da dança. Apenas exerce um poder decisório momentâneo, que pode ser questionado sob os mais variados critérios.
 Jovens vencedores de concursos precisam ficar alertas para as armadilhas do auto deslumbramento. Nada pior do que um nariz empinado na fronte de alguém que mal saiu das fraldas na dança, que exige anos de maturidade e treino intensivo. Calma, gente!

Haverá ainda muito a aprender, praticar, limpar, evoluir. Além das frustrações, sem as quais não se alcança a maturidade.

O recado vale também para os supostos perdedores. Se não souber lidar com a derrota, fique longe dos concursos.  

Não existem os “melhores do Brasil”, ou “melhores do mundo”. Ou até existem, mas aos olhos de cada pessoa. Jamais de todas. Cada indivíduo elege seus preferidos, numa escala de valores estritamente pessoal. Admiração não surge pelo que dizem, ou por algo que algum concurso decretou, e sim pelo que sentimos. Cada pessoa terá um modo diferente de sentir, e nisso está a beleza da diversidade, em qualquer campo da arte.   
O que existe, de fato, é o melhor dançarino deste, ou daquele, concurso. Apenas isso. Mesmo assim sempre com direito à inevitável polêmica. 

Milton Saldanha
Jornal Dance, editor

Agradecemos ao autor por autorizar a publicação deste artigo inspirador em nosso blog.

15 de julho de 2017

Academia dos Mestres de Dança de Paris, 1912...

Durante o século XIX raramente se utilizava a expressão dança de salão, havendo preferência por outras como danças de sociedade ou danças de sala. A partir do começo do século XX a expressão dança de salão se firma para assim chegar até nossos dias.

Hoje trago um pequeno artigo publicado na Edição número 180 do Commercio do Amazonas no ano de 1912. Notemos que interessante, entre várias outras curiosidades, cita-se uma Academia dos Mestres de Dança de Paris, as pessoas que gostam de bailar são referidas como bailarinos e a dança de salão é citada com naturalidade.




9 de julho de 2017

Livros de dança no Brasil do século XIX

Novo artigo publicado no Jornal Falando de Dança discute o fato de muitos livros de dança terem sido anunciados para os leitores no século XIX. É surpreendentes, em geral imaginamos um século XIX no Brasil muito mais pacato e limitado em oportunidades de leitura na área da dança!!
Acesse o jornal na íntegra clicando no link abaixo!


https://issuu.com/dancenews/docs/jfd_118

3 de julho de 2017

Um pouco de história, livros de dança no século XIX







Quando imaginamos a vida do século XIX no Brasil, é fácil acreditarmos em um país com oportunidades de leitura sobre dança reduzidas ou até mesmo nulas.

Mas os jornais da época, que somente nos últimos anos começam a ser estudados de forma sistematizada, revelam uma sociedade um pouco diferente. Vários títulos de obras literárias sobre dança foram ofertados à venda pelos periódicos da época.

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo
O Jornal Falando de Dança traz este mês um artigo inédito que discute esta questão: Livros de dança no Brasil do século XIX (página 4) - clique sobre o título para acessar o jornal na íntegra





Milton Saldanha, registro emocionante!!!


https://issuu.com/dancenews/docs/jfd_118

Clique AQUI e acesse, na página 5 do Jornal Falando de Dança do mês de julho de 2017, mais um artigo encantador sobre da dança de salão genuinamente brasileira!

Registro aqui minha reverência a mais este lindo trabalho de Milton Saldanha!!!

8 de junho de 2017

DIA DOS NAMORADOS: Que tal presentear seu par com aulas de dança?

A dança de salão é uma atividade deliciosa! Que tal viver esta experiência em uma das nossas Turmas VIP? São apenas 3 casais por turma em um ambiente bem agradável!

As aulas ocorrem uma vez na semana e tem duração de 1h30min, iniciando 19h30min (é possível o agendamento de locais e horários exclusivos).


E na promoção de dia dos namorados você paga R$ 150,00 o primeiro mês de aulas para o casal. Não há matrícula e o aluno ganha no primeiro dia de aula dois livros eletrônicos: "Etiqueta para Dança de Salão, primeiros passos" e "Dança de Salão, uma força civilizatriz".

Venha, traga seu par para curtir de forma personalizada e exclusiva uma das atividades mais deliciosas que podemos praticar em casal!


Contato: maristela.zamoner@gmail.com, ou (41) 99656-6288 - Maristela Zamoner


Professora:

Maristela Zamoner

Experiência de mais de 20 anos ministrando aulas, cursos, palestras e conferências na área da dança.
Autora de livros, colunista tradicional de veículos da mídia especializada em dança de salão, a exemplo do Jornal Falando de Dança (Rio de Janeiro), e Revista Dança em Pauta (Curitiba).
Autora de diversas publicações na área da dança, confira AQUI.

25 de maio de 2017

Liberi. Volume III. Ano 2 - LANÇAMENTO VIRTUAL

LIBERI. VOLUME III. ANO 2.
Clique na imagem para baixar o livro


O Volume III,  Ano 2, da Série Liberi traz na categoria de “Comunicação científica”, detalhes sobre três casos de má conduta científica histórica envolvendo a iconografia na área da dança no século XIX.

Na categoria de "Investigação Científica", dá continuidade à pesquisa documental iniciada em 2012, sobre a História da dança de salão no Brasil, com os resultados do Pará. A pesquisa já contemplou até o momento os estados: 1. São Paulo, 2013; 2. Rio de Janeiro, 2013 e 2015; 3. Paraná, 2014; 4. Pernambuco, 2014; 5. Maranhão, 2014; 6. Bahia, 2014; 7. Minas Gerais, 2015; 8. Santa Catarina, 2015; 9. Sergipe, 2016; 10. Rio Grande do Sul, 2016; 11. Ceará, 2016; 12. Espírito Santo, 2016 e Pará, 2017.

Fontes iconográficas na história da dança e má conduta científica
Iconographic sources in the history of dance and scientific misconduct

RESUMO
Esta comunicação objetiva trazer a público três
casos de má conduta envolvendo a iconografia
histórica da dança no Brasil. O primeiro caso
aborda o uso de uma litogravura que retrata a
Casa do Governo chileno, da autoria de Pierre
Frederic Lehnert, datada de 1854, que foi utilizada
de forma adulterada a partir de 1942 em livros,
trabalhos acadêmicos e outros, como
representante do salão de danças do Cassino
Fluminense, no Rio de Janeiro. O segundo caso
apresenta uma gravura de autoria
desconhecida usada a partir das últimas
décadas do século XIX para representar um
candombe/tango uruguaio, inclusive no meio
científico, e que possui características de plágio
da ilustração de um batuque brasileiro
publicada por Johann Moritz Rugendas em 1835.
O terceiro caso envolve uma obra de 1840/1847,
de um litógrafo conhecido como Gustave, que
retrata a cantora Rosine Stoltz e teve a legenda
original substituída por outra com o nome da
professora de dança e dançarina Marietta
Baderna, sendo assim replicada inclusive no
âmbito acadêmico. Em nenhum dos casos foi
possível afirmar a identidade de quem adotou
originalmente a má conduta.

Palavras chave: dança, iconografia, história,
Brasil, século XIX, má conduta

ABSTRACT
This communication aims to bring to the public
three cases of misconduct involving the historical
iconography of dance in Brazil. The first case
deals with the use of a lithograph depicting the
House of the Government of Chile, authored by
Pierre Frederic Lehnert, dated 1854, which was
used in an adulterated way from 1942 in books,
academic works and others, as the dance’s hall
representative of the Fluminense Casino in Rio
de Janeiro. The second case shows an engraving
of an unknown authorship used from the last
decades of the 19th century to represent a
uruguayan candombe /tango, including in the
scientific world, and which has plagiarism
characteristics of the illustration of a brazilian
batuque published by Johann Moritz Rugendasin
1835. The third case involves a work of
1840/1847, by a lithograph known as Gustave,
which portrays the singer Rosine Stoltz and had
the original legend replaced by another with the
name of the dance teacher and dancer Marietta
Baderna, and then replicated in the academic
scope. In none of the cases it was possible to
confirm the identity of those who originally
adopted this misconduct.

Keywords: dance, iconography, history, Brazil,
19th Century, misconduct




História da Dança de Salão no Brasil: Pará do século XIX
History of Salon Dance in Brazil: 19th century Pará

RESUMO
No século XIX o Pará teve uma vida econômica
motivada pela exploração do látex e recebeu
influências decisivas da corte, incluindo a
prática de danças de baile sobre a qual pouco se
sabe. Objetivou-se neste trabalho aprofundar o
entendimento sobre a inserção das danças de
baile na sociedade paraense do século XIX a
partir de fontes documentais periódicas
disponibilizadas pela Hemeroteca Digital do
Brasil. Foi possível constatar que o Estado do
Pará teve as danças de baile como uma
importante prática social e cultural ao longo do
século XIX, o que se nota pelos seguintes
resultados: 11 nomes de professores de dança
identificados; 14 instituições de ensino formal
ofertando aulas de dança; 5 títulos de livros
sobre dança anunciados à venda; 30 iniciativas
associativas disponibilizando atividades de
dança; muitos textos publicados nos periódicos
e produtos de dança à venda. A prática das
danças de baile foi constatada também entre as
crianças. Possivelmente a valsa, primeira dança
de salão, foi a mais praticada das danças de
baile, seguida por: quadrilha, polka, galope,
mazurka, schottish, maxixe, lanceiros, contradança,
tango, lundu, habanera, minuete, bolero e outras.

Palavras chave: dança de salão, danças de baile,
século XIX, Pará, ensino, mestres, professores


ABSTRACT
In the nineteenth century, Pará had an
economic life motivated by the exploration of
latex and received decisive influences from the
court, including the practice of prom dances,
something almost unknown. The purpose of
this work was to deepen the understanding
about the insertion of prom dances into the
paraense society from the nineteenth century,
through periodic documentary sources released
by the Digital Library of Brazil. It was possible
to verify that the State of Pará had its prom
dances as an important social and cultural
practice during the nineteenth century, which
we can see through these results: 11 dance
teacher's names identified, 14 formal education
institutions offering dance classes; 5 titles of
dance books announced for sale; 30 associative
initiatives that provide dance activities; many
texts published in periodicals and dance
products on sale. The practice of prom dances
was also highlighted among children. Possibly
the waltz, the first salon dance (ballroom
dance), was the most practiced of prom dances,
followed by: gang, polka, gallop, mazurka,
schottish, maxixe, lancers, counter-dance, tango,
lundu, habanera, minuete, bolero and others.

Keywords: salon dances, prom dance, ballroom
dances, nineteenth century, Pará, teaching,
masters, teachers


18 de maio de 2017

Dança de salão, viva esta experiência!

A dança de salão é uma atividade deliciosa! Que tal viver esta experiência em uma das nossas Turmas VIP? São apenas 3 casais por turma em um ambiente bem agradável!

As aulas ocorrem uma vez na semana e tem duração de 1h30min, iniciando 19h30min (é possível o agendamento de locais e horários exclusivos).

A mensalidade é de R$ 110,00 por pessoa e R$ 200,00 o casal. Não há matrícula e o aluno ganha no primeiro dia de aula dois livros: "Etiqueta para Dança de Salão, primeiros passos" e "Dança de Salão, uma força civilizatriz".

Venha, traga seu par para curtir de forma personalizada e exclusiva uma das atividades mais deliciosas que podemos praticar em casal!


Contato: maristela.zamoner@gmail.com, ou (41) 99656-6288 - Maristela Zamoner


Professora:

Maristela Zamoner

Experiência de mais de 20 anos ministrando aulas, cursos, palestras e conferências na área da dança.
Autora de livros, colunista tradicional de veículos da mídia especializada em dança de salão, a exemplo do Jornal Falando de Dança (Rio de Janeiro), e Revista Dança em Pauta (Curitiba).
Autora de diversas publicações na área da dança, confira AQUI.

11 de maio de 2017

Imperdível!!! É tempo de empreender!

Quando soube deste evento achei uma ideia genial! Senti que era exatamente o que eu buscava!

Fiz contato com a organizadora, que conheço há muitos anos, e percebi que tudo estava sendo muito bem organizado e pensado objetivando viabilizar novos caminhos às mulheres que querem empreender.

Todas sabemos que neste mundo, ainda tão masculino, precisamos ser artistas se quisermos sobreviver sem deixar a felicidade em segundo plano!

Iniciativas assim são valiosas quando queremos aprender ou reaprender a olhar o mundo com visões mais amplas e descobrir novas personalidades que inspirem nossa contribuição para uma existência melhor!

Sem reservas indico a participação neste momento, e ainda teremos prêmios! Um deles será o sorteio de uma mensalidade para um casal participar de uma Turma VIP de dança de salão aqui no Studio Saberes!


Não percam, a mudança que desejamos está em nossas mãos!

Nos vemos dia 17, 19 horas no Espaço de Convívio Coworking!

Rua Marcelino Champagnat, 262.

Investimento: R$ 100,00



10 de maio de 2017

Turmas VIP de Dança de Salão, venha!

Olha que joia, nesta semana já começaram nossas aulas VIP de dança de salão! Está uma delícia, venha se divertir conosco! São no máximo três casais em cada turma, atendimento personalizado, com muito carinho e dedicação! A diversão é garantida!


Contato: (41) 99656-6288, maristela.zamoner@gmail.com

Mensalidades: R$ 110,00 por pessoa, R$ 200,00 o casal.


3 de maio de 2017

Dança de salão - abertura de turmas VIP em estúdio no Cristo Rei

A partir do mês de maio de 2017, atendendo aos pedidos, reabrimos nossas turmas de Dança de Salão VIP (para no máximo 3 casais).

As aulas ocorrem uma vez na semana e tem duração de 1h30min, iniciando 19h30min (é possível o agendamento de locais e horários exclusivos).

A mensalidade é de R$ 110,00 por pessoa e R$ 200,00 o casal. Não há matrícula e o aluno ganha no primeiro dia de aula dois livros: "Etiqueta para Dança de Salão, primeiros passos" e "Dança de Salão, uma força civilizatriz".

Venha, traga seu par para curtir de forma personalizada e exclusiva uma das atividades mais deliciosas que podemos praticar em casal!



Contato: maristela.zamoner@gmail.com, ou (41) 99656-6288 - Maristela Zamoner


Professora:

Maristela Zamoner

Experiência de mais de 20 anos ministrando aulas, cursos, palestras e conferências na área da dança.
Colunista tradicional de veículos da mídia especializada em Dança de Salão, a exemplo do Jornal Falando de Dança (Rio de Janeiro), e Revista Dança em Pauta (Curitiba).
Autora de diversas publicações na área da dança, confira AQUI.

9 de março de 2017

LANÇAMENTO VIRTUAL: Etiqueta para dança de salão, primeiros passos

Seja bem vindo(a) ao lançamento virtual do livro "Etiqueta para dança de salão, primeiros passos"!!!
A ideia deste livro surgiu em 2011, quanto a autora ministrou uma palestra sobre o tema integrando o evento Ritmos a Dois do Festival de Dança de Joinville, um dos maiores e mais consagrados festivais de dança do Brasil e do mundo, patrocinado pelo Banco Itaú. O convite partiu dos organizadores Jucimara Sequinel e Kenio Nogueira.
O desenvolvimento das pequisas cujos resultados são trazidos neste livro levou anos, e contou com outros dois títulos, Dança de Salão, conceitos e definições fundamentais, em 2013, pela Editora Protexto e Dança da salão, uma força civilizatriz, em 2016, editado pela Comfauna.
O livro "Etiqueta para dança de salão, primeiros passos" traz prefácio de Milton Saldanha e posfácio de Sandra Ruthes. É direcionado a todas as pessoas que almejam o conforto nos mais variados ambientes de interesse para a dança de salão.
Agradecimento especial à Úrsula Beatriz Zamoner, por muito, por tanto, mas aqui, especialmente pelas incansáveis revisões de textos e de ideias.
Clique na figura e baixe o livro gratuitamente.
Agenda 2017 aberta: reserve sua data para palestras, cursos, webconferências pelo e-mail maristela.zamoner@gmail.com, telefone 41 99656-6288 ou inbox no Facebook.

4 de janeiro de 2017

Novo artigo sobre história dos bailes no Brasil sugere cuidado com o ambiente de hoje!

Abrindo o ano de 2017, novo artigo sobre a história dos bailes no Brasil do século XIX sugere atenção e cuidado com o nosso ambiente.

O artigo pode ser acessado na íntegra ao clicar na imagem abaixo, que direciona para o Jornal Falando de Dança, de janeiro de 2017.


A imagem pode conter: 1 pessoa, texto

5 de dezembro de 2016

LANÇAMENTO VIRTUAL: Recortes da história das danças de baile - RS, CE, ES. Liberi. Ano 1. Volume II.



Este Volume II da série Liberi vem a dar continuidade à pesquisa documental iniciada em 2012, sobre a História da dança de salão no Brasil, ainda no mesmo formado das primeiras publicações que disponibilizaram resultados dos seguintes estados brasileiros: 1. São Paulo, 2013; 2. Rio de Janeiro, 2013 e 2015; 3. Paraná, 2014; 4. Pernambuco, 2014; 5. Maranhão, 2014; 6. Bahia, 2014; 7. Minas Gerais, 2015; 8. Santa Catarina, 2015; 9. Sergipe, 2016. Na categoria de Investigação científicatrazemos agora os artigos referentes aos seguintes estados:

10.         Rio Grande do Sul, 2016;
11.         Ceará, 2016;
12.         Espírito Santo, 2016.

Esperamos, com mais este passo, ampliar o conhecimento na área contribuindo para seu gradativo aprimoramento.

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Confira na sequência os resumos de cada um dos artigos.


História da dança de salão no Brasil, Rio Grande do Sul do século XIX
History of Ballroom Dance in Brazil: 19th century Rio Grande do Sul

Maristela Zamoner*

RESUMO
Objetivou-se a identificação de traços das atividades relacionadas às danças de baile no século XIX, no Rio Grande do Sul, pelo estudo de periódicos produzidos neste período. Foi possível reconhecer a valsa como a dança constatada mais intensamente durante a leitura dos textos pesquisados, seguida respectivamente por polka, quadrilha, mazurka, habanera, contradança, cotilon, schottish, minueto, gavota, tango, galopes, fandango, cancan e redowa. Relativamente poucos professores foram encontrados ofertando aulas, entretanto, a professora Aline Moreau, que consta ter participado como bailarina de vários espetáculos também em outros estados como Rio de Janeiro e Pernambuco, apresentou-se como profissional com experiência em dança cênica e de salão. Ao todo constataram-se quatro instituições de ensino formal ofertando aulas de dança e dois livros sobre o assunto anunciados à venda. Constataram-se ainda vários artigos tratando de assuntos sobre dança e diversos clubes/sociedades ofertando atividades a ela relacionadas. Estes resultados permitem concluir que a dança esteve inserida nesta sociedade de forma significativa ao longo do século XIX, como continuidade ao que já fora constatado no século XVIII.
Palavras chave: dança de salão, Rio Grande do Sul, história, professores, mestres, século XIX

ABSTRACT
The objective was to identify traits of activities related to the prom dances in the nineteenth century in Rio Grande do Sul by studying periodicals produced in this period. It was possible to notice the waltz as the dance that was more frequently found during the reading of the researched  texts, followed respectively by polka, quadrilha, mazurka, habanera, contradança, cotilon, schottish, minueto, gavota, tango, galopes, fandango, cancan e redowa. Relatively few teachers were found offering classes, however, the teacher Aline Moreau who is said to have participated as a dancer in several shows in other states such as Rio de Janeiro and Pernambuco, presented herself as a professional with experience in scenic dance and prom dances. Altogether there were found four formal educational institutions offering dance lessons and two books on the subject advertised for sale. There were also found several articles addressing issues about dance and various clubs/societies offering activities related to it. These results show that the dance was inserted in this society significantly throughout the nineteenth century as a continuation of what had been found in the eighteenth century.
Keywords: prom dances, Rio Grande do Sul, history, teachers, masters, nineteenth century



História da Dança de Salão no Brasil: Ceará do século XIX
History of Ballroom Dance in Brazil: 19th century Ceará

Maristela Zamoner*

RESUMO
Objetivou-se a identificação de traços das atividades relacionadas às danças de baile no século XIX, no Ceará, pelo estudo de periódicos produzidos neste período. Foi possível reconhecer a valsa como a dança constatada mais intensamente durante a leitura dos textos pesquisados, seguida respectivamente por quadrilha, polca, contradança, schottish, mazurca, habanera. Ao todo constataram-se 7 instituições de ensino formal ofertando aulas de dança e 3 livros sobre o assunto anunciados à venda. Constataram-se ainda vários artigos tratando de assuntos sobre dança e diversos clubes/sociedades ofertando atividades a ela relacionadas. Estes resultados permitem concluir que a dança esteve inserida nesta sociedade de forma significativa ao longo do século XIX.
Palavras chave: dança de salão, Ceará, história, professores, mestres, século XIX

ABSTRACT
The objective was to identify traits of activities related to the prom dances in the nineteenth century in Ceará by studying periodicals produced in this period. It was possible to notice the waltz as the dance that was more frequently found during the reading of the researched  texts, followed respectively by quadrilha, polca, contradança, schottish, mazurca, habanera. Altogether there were found 7 formal educational institutions offering dance lessons and 3 books on the subject advertised for sale. There were also found several articles addressing issues about dance and various clubs/societies offering activities related to it. These results show that the dance was inserted in this society significantly throughout the nineteenth century.
Keywords: prom dances, Ceará, history, teachers, masters, nineteenth century



História da Dança de Salão no Brasil: Espírito Santo do século XIX
History of Ballroom Dancing in Brazil: 19th century Espírito Santo

Maristela Zamoner*

RESUMO
Através da leitura de periódicos do século XIX objetivou-se aprofundar o conhecimento sobre a forma como as danças de baile inseriram-se na sociedade espírito-santense desta época. Notou-se que, possivelmente, a mais vivenciada entre as danças de baile desta época e local foi justamente a primeira dança de salão, a valsa. Verificou-se com menor intensidade a prática de outras danças como: quadrilha, polka, schottisch, contradança, mazurka. Ao todo constataram-se 3 (três) nomes de profissionais que ensinavam dança, 3 (três) instituições de ensino formal que ofertaram aulas de dança, 1 (um) livro da área anunciado à venda e 32 (trinta e duas) iniciativas de associações que promoviam eventos dançantes. Partituras de músicas para dança eram disponibilizadas à venda e vários dos artigos publicados traziam em suas temáticas as danças de baile, mostrando sua importância e detalhes sobre sua prática. Os resultados revelam que a dança foi parte importante da vida social espírito-santense do século XIX.
Palavras chave: danças de baile, dança de salão, Espírito Santo, história, professores, mestres, século XIX

ABSTRACT
By the reading of nineteenth-century periodicals, it was aimed to deepen the knowledge about the way prom dances were inserted on Espirito-Santo’s society of this time. It was noted that, possibly, the most experienced prom dances of this time and place, was precisely the first ballroom dance, the waltz. It was verified with less intensity the practice of other dances as: quadrilha (square dance), polka, schottisch, contradança (counter dance), mazurka. In all, was found three (3) names of professionals who taught dance, three (3) formal educational institutions that offered dance classes, one (1) book of the subject announced for sale and thirty-two (32) initiatives of associations promoting dance events. Dance music scores were made available for sale and several of the published articles featured prom dances in their themes, showing their importance and details about their practice. The results reveal that dance was an important part of the Espirito-Santo’s social life in the nineteenth century. 
Keywords: prom dance, ballroom dancing, Espirito-Santo, history, teachers, masters, nineteenth century.